terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma soma de cada ouvir

Sempre que podemos nos somar algo único acontece, como se de repente cada desejo frutificasse, cada sonho ganhasse asas que nos deixam observar calmamente dos céus o mundo que construímos com nossas mãos, sentimentos e trocas...
Mas também temos que olhar que cada dia é tão diferente que até mesmo os gestos repetidos não se parecem com o que já vimos, então nada pode acabar com um simples mudar de linha, que traça novos rumos para nós dois ainda estejamos juntos por inúmeros pontos finais.
Só que cada ponto final não é o término em si, mas um jeito de apontar para outros horizontes a história que desenhamos em nuvens ou estrelas, que vão intermediando nossos diálogos, mesmo quando palavras sequer são pronunciadas.
E deste jeito vou modelando novos sonhos com o passar dos dias, contando com suas asas para que o nosso fique cada vez mais forte, sem precisar abolir o eu, mas tendo neste eu cada uma das experiências que nos aproximaram e fizeram dos nossos laços mais do que recordações dos nossos encontros...
Talvez assim eu acabe percebendo que a estrada percorrida sozinho não foi acaso, tampouco fruto de uma tentativa de encontrar um rumo, pois ao seguir meus passos com dúvidas certas pude alcançar lugares que se conectaram à minha essência...
Mas aí volto a olhar para as estrelas nas noites em que tudo transcorreu perfeitamente de dia, para saber quais serão os próximos sonhos a conquistar, permitindo-me ligar cada um dos sonhos por meio da essência que a cada dia cresceu e fez com que cada passo estivesse no lugar ideal para meu aprendizado...
Então me pego olhando as linhas mais antigas das histórias que carrego comigo, para trazer para o meu presente um pouco mais de mim mesmo, para não me perder em meio aos mares em que velejo, mas também para trazer até a sua presença novas histórias, assim que acabo de ouvir as suas...

domingo, 28 de abril de 2013

Encontrar a nós mesmos...

Há dias em que muito parece fugir por entre nossos dedos, escapando aos poucos ou de uma única vez, saindo em disparada numa direção oposta e ficando longe de nossos olhos, mas de certa forma são estes instantes que nos mostram que sempre há mais para se ver, para se sentir, provar, sonhar e até mesmo caminhar ao lado, sem que para isso tenhamos que apagar nossas essências apenas para agir sem sentido algum...
Mas o tempo nos trata de mostrar que o que definimos como perdas nem sempre o são, talvez porque o apegar não tenha sido absorvido por completo, talvez porque fique a sensação de que aqueles momentos não se repetirão...
E então continuamos a caminhar e passamos a ver que nenhum momento se repete, que muitas histórias podem ser resumidas em poucas linhas, poucas palavras ou então caminham junto com as nossas para nos mostrar que quem está verdadeiramente ao nosso lado nos oferece a saudade como uma das fontes de recordação.
Mesmo assim temos o hábito do egoísmo que nos faz pertencer a um mundo paralelo, criando trilhas ou conexões que apenas levam às janelas que apontam para mundos vizinhos, deixando que a superficialidade tome conta do que deve na verdade se enraizar dentro de nós.
Aí vamos olhando para trás e notando que carregamos conosco um universo grande demais de sentimentos, de liberdades e prisões, e que somente no equilíbrio aprendemos a viver, mesmo quando do outro lado encontramos somente o espaço de uma partida...
E com esta visão as dúvidas crescem, talvez se multipliquem na percepção inicial, mas no fundo as dúvidas apenas mudam o foco, talvez revelando que daquilo que possuímos verdadeiramente já havíamos nos separado ou escondido em um lugar que pouco depois encontramos...
Só que mesmo assim a suposta perda vai deixar certos frutos pelo caminho, com floresceres que traçam linhas que pontilham nossas histórias e nos fazem aprender que a cada dia podemos ganhar e perder... mas por certo costume temos a mania de não ver que a suposta perda pode nos libertar...
Talvez assim possamos ir vagarosamente escrevendo nossas histórias com um foco diferente, não deixando que partidas se façam mais importantes do que as sementes que cada pessoa deixa em nossos corações, para que através da alma possamos regá-las e aproveitar melhor cada linha da história que nos acompanha e só faz falta quando nos esquecemos de nós mesmos...

sábado, 27 de abril de 2013

Encontrar em cada laço...

A felicidade existe porque formamos laços com alguém, encontrando em memórias advindas destes laços a razão pela qual eles se formaram, mas também é possível ver claramente que os laços que mais nos trazem felicidade estão em nossa essência, nos passos que demos até agora, naqueles que ainda virão, mas acima de tudo é possível ter a certeza de que os momentos mais felizes só são conquistados após percorrermos caminhos tortuosos...
Mas o que mais chama a atenção é que por muitas vezes as pessoas não procuram os laços mais felizes para deixar a alegria transbordar em suas vidas, elas preferem se esquecer de quem são, e aí perdem todo o vínculo com a alegria, com seus sonhos, com a oportunidade de ter ao lado quem valha a pena, pois se prendem ao que só passa e não deixa marcas felizes...
Talvez por isso muitos achem que a felicidade só existe no final de certos trechos da vida, no final das páginas escritas através dos dias, dos anos que já se foram e precisam ser relidos, mas no fundo estas mesmas pessoas desataram os laços porque não os queriam cultivar por medo...
E aí temos que observar atentamente que são os medos que nos deixam encontrar alegrias, felicidades, afagos na hora certa, companhias que encantam, que chegam a atravessar longos anos e até podem deixar que as histórias se somem para que venhamos a notar que durante o caminho o que semeamos é que nos permite encontrar o fruto da felicidade.
Então é possível rever que nossas histórias vão se recheando de frutos assim, que nos dão seu sabor único e inigualável, que futuramente tentaremos encontrar, mas assim como nosso dias não se repetem, pois cada momento feliz é exclusivo, assim como nossas almas e corações.
Por isso temos que aprender a lidar com as curvas do que chamamos de destino, até que possamos chegar a outros momentos em que a alegria foi pontuando delicadamente cada encontro significativo e trouxe-nos a possibilidade de ter de novo um encontro com a felicidade...
Mas mesmo assim existem pessoas que relutam em aceitar que tudo tenha uma duração, mas se nos habituamos com determinada situação ela perde a graça, não porque se desmanchou, mas porque conhecemos tão bem o que irá acontecer que já não olhamos para o ato em si com os mesmos olhos e desejos...
Só então podemos observar que a vida vai um pouco além do encontro com a felicidade, fazendo-a recheada de vida vivida e não apenas sobrevivida como muitos tendem a fazer, procurando que outras pessoas lhes tragam o que está em seu interior e que somente cada um pode encontrar quando se torna disposto a formar outros laços.
E com esta nova percepção muitas das nossas escolhas vão ter novos significados, para que tenhamos a compreensão das dádivas ganhas com o presente que se forma ao nosso redor continuamente, que escreve em nossa história o que deixamos sair do coração, da alma, pelos olhos, através dos sentimentos e de cada momento em que nossos esforços nos trouxeram tantas lições que aproveitamos todos os segundos de felicidade...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Em cada um dos presentes dias

De todos os presentes que ganhamos sempre há aquele que nos deixa mais presentes dentro do hoje, que faz com que percebamos que muito de nossa presença é reflexo de quem nos acompanha e nos deixa caminhar ao lado, fazendo do percurso algo maior, como se cada dia fosse um presente que se apresenta para que possamos presentear um ao outro...
E destes presentes que se conectam e formam nossas vidas é possível ver que futuros e passados se engrandecem diante do presente que nos une, deixando que nossas caminhadas de mãos dadas reflitam nossas almas quando nos olhamos nos olhos...
Então todas as presenças que trazemos conosco são maiores ainda se podemos parar por breves instantes e apenas apreciar um ao outro, deixando que os olhos falem e façam do presente o maior presente que temos.
Por isso tenho em meus vários presentes a sua presença, as recordações vivas dos dias em que o tempo se resumia a algo que nos permitia estar presentes na vida um do outro, percorrendo caminhos que nos levavam ao sol se pondo ou então às estrelas que iluminam as noites quando a lua não se faz presente.
Só que além disso temos que deixar as histórias se entrelaçarem para formar um presente, que até mesmo nas ausências é constante, sendo fruto dos sentimentos que cultivamos, das sementes que nos foram dadas e daquelas que entregamos nas mãos de alguém.
Mesmo assim temos que aprender com os mais diversos presentes que cruzam nossos caminhos, que vão aos poucos mostrando como nossas essências delineiam o caminho e formam paisagens que, quando sozinhos, não poderíamos encontrar...
E talvez assim possamos observar mais atentamente ao mundo que se fez presente nos dias em que tudo parecia misterioso demais, onde o atiçar da curiosidade parecia irresistível e nos fez olhar para dentro e notar que lá no fundo sempre teremos o que buscar e o que oferecer...
Mas para que isso aconteça é necessário que tenhamos compreendido as razões pelas quais tantos presentes presentes nas outras pessoas se encontram com nosso presente, virando definitivamente um presente ou se alojando em um passado que talvez não busquemos mais por ter compreendidos que certas histórias nos deixam de pertencer quando do outro lado não há mais ninguém presente...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em cada um dos nossos laços

Dos laços que os momentos são formados é possível observar de forma dedicada o que nos chama a atenção, aquilo que atrai, que faz gravar em nossa história o que alguém semeou, que frutos foram compartilhados e quais destinos vamos seguir juntos...
Então tomamos para nós mesmos o que parece nos pertencer em cada laço feito, mas não devemos nos tornar ávidos pela posse... é preciso que o nosso não se torne apenas meu, mas que nos deixe formar laços que não se transformam em amarras ou consumam os demais caminhos...
E aí temos a certeza de que os laços vão se formando de maneira pura, com um toque único, de maneira a permitir que nossos dias ganhem linhas que sozinhos não teríamos, mas que só serão preenchidas quando nos tornamos verdadeiramente completos...
Mas isso também nos deixa olhar com mais calma a quem nos acompanha, assim como a quem acompanhamos, quais os sonhos que agora delimitam as pontas de laços que se entrelaçam sem muito aperta...
Por estes motivos é que os laços mais profundos e fortes se iniciam com os olhares, com os sonhos partilhados, através dos frutos que esperamos juntos para então colher... mas também vamos moldando outros caminhos ao deixar que eles mesmos se formem naquilo que de melhor oferecemos um ao outro...
Mas somente isto não seria o suficiente se não soubéssemos que também temos sementes que não germinarão, talvez pelo solo mais árido dos corações em que as deixamos, talvez porque tenhamos escolhido a estação errada...
Daí em diante também vamos observando que nos laços que se partem também ficam nossas histórias, pois se conectamos laços com todos também vamos levar conosco um pouco de quem por nossa vida passa, assim como quem fica nos deixa à vontade para ter dúvidas, receios e sonhos que iluminam os dias que virão...
Talvez assim possamos aprender a construir vagarosamente um futuro que já se desenha naquilo que plantamos anteriormente, nas ideias e lembranças que carregamos, de cada experiência que fez com que fossemos nós mesmos quando nos encontramos, sem precisar interpretar ou então iludir quem consegue acompanhar nossa caminhada de mãos dadas...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O fruto dos sorrisos

Todo sorriso que coloco em seu rosto é fruto das sementes que você deixou em meu coração, que florescem quando te encontro e te trazem para mais perto quando estamos longe, deixando evidente que nossos laços não são superficiais e que de cada momento que compartilhamos não há como definir um único como o mais importante.
A cada vez que nos encontramos e podemos nos sentir mais felizes é possível ver que o nosso caminhar conjunto vai além das linhas que traçamos em todas as direções, fazendo valer cada instante de proximidade ou de distância em que as lembranças encobrem as lacunas...
E por isso acabamos por caminhar em um ritmo que varia e não se perde, de forma a permitir que a pressa não se faça constante, bem como o breve repouso das mãos de um nas mãos do outro sejam completamente sinceros e puros.
Então os sorrisos que compartilhamos vão construindo nosso mundo particular, gravando os sonhos nas estrelas ou nuvens, deixando que horizontes se formem de maneira planta ou montanhosa, apontando para o sentido que passamos a dar às nossas vidas e principalmente à vida que agora chamamos de nossa.
Mas também vamos aprendendo a fazer deste universo particular um receptor do que nos cerca, deixando que novos mundos se conectem com o nosso, que criem raízes que nos ensinam a crescer e a lidar com os anseios que dão as nossas asas o impulso ideal...

domingo, 21 de abril de 2013

Lembranças a percorrer

Nossas lembranças são formadas pelos laços que nossos sentimentos proporcionam, de sonhos que passamos a dividir nos instante em que nos encontramos e passamos a caminhar um ao lado do outro.
E cada lembrança nos permite fortalecer os laços mais íntimos, deixando que nossas conversas nem sempre precisem de palavras, ou que ao caminharmos podemos ter em nossas mãos um vínculo que se completa com o encontrar dos olhos...
Assim vamos desenhando nas linhas da vida uma história que traz nas trocas de olhares o brilho que nos permite sonhar juntos, trafegando pelos caminhos mais longos com passos que se revelam acompanhar e deixar que haja sempre um novo horizonte a conhecer.
Por isso temos em nosso futuro um reflexo das sementes que deixamos pelo caminho, dos dias em que até a menor das conversas já fez o tempo valer a pena, criando mais e mais momentos partilhados mesmo quando apenas ficamos em silêncio conversando com olhares...
E aí os dias revelaram que nossos encontros, e até desencontros, foram vitais para o que construímos, para o que iremos deixar e também contemplar com o florescer do que plantamos, mas também deixa claro que ainda temos muito a semear.
Mas além destas percepções simplificadas é possível ver que nossas histórias não foram misturadas, pois se conectaram de maneira perfeita, com sorrisos e palavras que fazem as sementes em nossos corações vibrarem e germinar de tal forma que certas lágrimas servem para regar o que plantamos ao longo dos anos...
E assim nossa história vai passeando pelas estações, encontrando horizontes onde descansamos e contamos novamente um ao outro o que talvez não precise de muitas palavras ou que se revele maior enquanto os dedos se entrelaçam pelos caminhos que criamos e ainda percorreremos...