quinta-feira, 14 de março de 2013

Os laços e raízes que nos acompanham pelos caminhos

Nossos caminhos sempre nos levam àquilo que mais precisamos, encontrando durante o percurso um pouco daquilo que queremos, do que nos faz refletir, tornando-nos melhores se o deixarmos, semeando nos corações de quem encontramos um pouco de quem somos, dando à nossa essência novas raízes que se acomodam nos solos mais receptivos à nossa estada, mesmo que inicialmente não tenhamos percebido isto de maneira tão clara.
Encontrar nossos sonhos é algo preciso, faz parte daquilo que vamos semeando em nossos percursos, deixando a vida preencher algumas lacunas que se conectam com as outras pessoas, para que então possamos nos tornar melhores quando somos fieis às raízes que nos sustentam...
Mesmo assim temos que lidar com as mais diversas histórias que se somam às nossas quando estamos na presença daqueles que também deixam suas sementes em nossas vidas, abrindo caminho para que os dias nos tragam as melhores lições, seja na forma mais branda, seja com a força necessária para que possamos entender o que é viver.
E aí vamos trazendo para mais perto o que mais se assemelha àquilo que temos em nossa história, para sentir um certo conforto, para acalmar a alma, sem que nos momentos mais agitados tenhamos que deixar tudo ruir...
Mas também é possível ter em cada sonho um pouco das histórias de quem nos acompanha, por meio das sementes que nos foram dadas, por meio daquelas que entregamos, formando laços que nenhuma distância rompe ou que simplesmente nos colocam de novo no caminho que mais nos ensina...
Então os passos que trilhamos lado a lado não representam apenas uma história de um passado que nos faz voltar no tempo, sendo mais do que lembranças, dando-nos a certeza de que as melhores companhias aproveitam cada ponte para nos ligar profundamente, independentemente de estarmos longe ou perto...
Por estas percepções é que vamos desenhando novos caminhos que por vezes parecem distantes demais dos nossos sonhos, pois em certos dias acabamos nos esquecendo das sementes que acompanham nossas jornadas e que enfrentam as estações para nos mostrar que a vida vai além do seguir do caminho, pairando sobre outras histórias por meio de nossas sementes e jardins que usamos para encantar, repousar, abrigar e viver... do mesmo jeito que fazemos há muito tempo e que iluminam as estradas pelo brilho do sol ou do luar, dependendo apenas daquilo que oferecemos a quem nos acompanha...

domingo, 10 de março de 2013

Os presentes semeados pelas lições dos caminhos trilhados

Caminhos ficam guardados nas memórias para que possamos voltar no tempo, para que tenhamos a certeza de que as dúvidas daqueles instantes nos trouxeram a oportunidade de aprender as lições mais valiosas, de compartilhar gestos que saem da compreensão de muitos, mas que ao mesmo tempo nos deixam livremente conectados através dos laços que um dia começamos a formar num passado muito presente.
É interessante olhar para trás, reencontrar cada um dos nossos encontros, rever questionamentos que surgiram após muitas respostas, que incessantemente vão no alimentando, nos deixando aptos a olhar para a frente sem medos antigos, reforçando nossas raízes e podendo fazer de cada instante um evento atemporal.
Mas também temos que entender que cada passo vai além de uma mera explicação, atraindo aquilo que semeamos pelo caminho, encontrando novas gotas que se acomodam nas pétalas dos nossos jardins ou então alcançam seu destino ao tocar o solo para deixar que novas floradas venham ao mundo...
Então o sentido de nossas ações ganha um novo lugar para repousar, fazendo com que cada marca dos espinhos que encontramos ao longo dos dias apenas nos mostre o quanto já vivemos, o quanto nos divertimos aprendendo e que pouco a pouco podemos criar tantas barreiras que tomamos o rumo inverso...
Por isso a vida vai desenhando aos poucos o que precisamos, sem que para isso tenhamos que sempre passar pelos mares mais agitados, pois ao conseguirmos aproveitar a experiência já vivenciada por alguém vamos mais longe sem precisar correr...
Só que aí podem haver conflitos desnecessários, uma vontade descabida de não acreditar em que nos aconselha, para que após muitos anos tenhamos compreendido que em dados instantes temos que aprender sem provar, sem precisar carregar marcas pelo restante dos dias, mas acima de tudo ter conseguido deixar o ego um pouco de lado só para viver aquele momento.
Desta forma vamos entendendo melhor quem somos em nossas raízes, pois a cada novo dia o tempo apenas nos leva mais à frente através de um presente que nem sempre é aceito, especialmente quando deixamos de cuidar de nós mesmos apenas para seguir um caminho que não nos pertence.
E deste jeito cada vez que olhamos para trás tudo parece ganhar ares de arrependimento àqueles que ao longo do caminho foram apagando sua própria existência, apenas sobrevivendo dia após dia porque não conseguem mais regar as inúmeras sementes deixadas ao longo do caminho, que agora se transforma num deserto pelo fato de querer apagar qualquer marca de outra pessoa na própria vida...
Mas aí muito pode ser feito na direção contrária, as sementes que mais regamos podem não ser aquelas que sumariamente plantamos, e é deste modo que as lições mais valiosas permanecem em nossas vidas, como obras de arte que alguém nos apresenta de maneira tão plena que passam a fazer parte de nós mesmos sem que para isso tenhamos que esquecer quem somos e como as nossas raízes irão compartilhar o mesmo terreno ao longo dos anos, apenas atestando que aprender é libertar e não apreender...
Sendo assim os caminhos mais longos já trilhados sempre estarão ao nosso redor, assim como nós mesmos fazemos parte de um universo único de cada pessoa que passa pelas nossas ruas, das mais largas às mais estreitas, daquelas mais floridas ou das que estão se renovando e abrindo caminho para outro florescer que se segue até encontramos quem transforme certas lágrimas em alimento para o nosso melhor...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Como pétalas da vida

Se cada pétala de uma rosa pudesse contar um pouco da sua história eu poderia observar que muitas delas guardam histórias que se revelam com o passar dos dias, não porque precisam ser escondidas, mas porque a cada encontro um novo capítulo se inicia.
Mesmo assim vou associando certas características com a leveza das flores que iluminam jardins, que dão novo significado à dedicação que diariamente tento colocar em prática, ao mesmo tempo em que deixo o caminho livre para que as estações percorram seus caminhos e te encontrem...
Então as recordações mais simples ganham um significado maior, e assim como as pétalas das rosas vão revelando pouco a pouco alguns segredos posso ter a certeza de que nenhuma das estações consegue apagar o brilho do seu olhar.
Além disso, também é preciso ver que as gotas de chuva vão servir também como referência às lágrimas que acompanham nossas vidas, que marcam momentos alegres, que cumprem seu papel quando precisamos deixar a alma mais leve, enquanto ainda temos o que sentir e compartilhar com alguém...
E por isso mesmo é possível entender como nossa vida pode ter inúmeros ciclos, mas nenhum deles nos prende se conseguirmos caminhar novamente em busca de nossos sonhos, do mesmo jeito que as rosas fazem enquanto crescem para tocar os céus e nos mostrar que ao longo dos dias algumas pétalas terão que ficar no solo para retornar mais adiante como alimento para que possamos seguir nosso destino...
Talvez assim tudo fique mais fácil de compreender, de aprender e ensinar, de tornar cada lição a base que sustenta nossas escolhas, que nos faz passar pelas estações adaptando-nos do fundo da alma e trazendo novas sementes no coração.
E deste jeito o valor e a percepção se encontram, ganham novas variáveis e apontam para os jardins que há algum tempo não visitamos, como se tivéssemos esquecido o caminho, talvez por ter deixado que apenas os espinhos tenham restado, talvez por termos observado que certas lições precisam do tempo certo para amadurecer e virar então a fonte que nos deixa vivos por inteiro...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ao conhecer o reconhecer...

Reconhecer não é apenas saber quem está na nossa frente, é ter a oportunidade de conhecer mais um pouco quem nos faz bem, trazer à tona todas as lembranças que já nos conectam, que deixam histórias ganharem laços que, em cada volta, ainda tornam os dias melhores.
Ao reconhecermos uma pessoa ganhamos a chance de conectar nossas histórias que foram vividas em separado, da época em que ainda não nos conhecíamos, das viagens que fizemos, dos momentos em que estivemos afastados e que agora podemos ligar.
Mas mesmo assim vamos realocando nossas experiências, deixando que nossos traços mais íntimos se façam presentes enquanto pudermos colocar sorrisos nos lábios um do outro, tornando nossos sonhos mais vivos e também deixando nossas sementes nos jardins que encontramos pelo caminho...
E também é possível perceber que diariamente vamos reconhecendo a nós mesmos, ao observarmos atentamente como as sementes dos outros cresceram em nossos jardins, como regamos o melhor do outro e permitimos que o nosso melhor também recebesse a mesma acolhida.
E aí o reconhecer vai se tornando um hábito que nos permite caminhar lado a lado, criando conversas através do olhar, tendo no entrelaçar dos dedos a segurança que nos faz seguir os sonhos, que nos prova que o conhecer só é possível se existir um eterno reconhecer.
Mesmo assim temos que tomar em nossas mãos mais do que as mãos do outro, vamos na verdade acolhendo corações que se conectam aos nossos através dos dedos que se moldam para não permitir uma perda... e que vai se tornando ainda mais relevante se pudermos cuidar daquele coração como se fosse o nosso...
Além disso nossos olhos também vão nos oferecendo uma linguagem própria, um idioma particular que nos liga cada vez mais, que nos deixa dar um passo de cada vez, que também apaga a existência exclusiva do eu para dar lugar ao nós... só que sem transformar o nós em um eu que só vive no outro.
E também vamos delineando as linhas tênues que deixam certos espinhos necessários mas não obrigatórios, tendo aprendido a viver com mais respeito, não porque tentamos evitar as diferenças, mas porque ao reconhecer um no outro estas diferenças é que nos permitimos transformar cada espinho em uma experiência que nos prende ainda mais a cada sonho, em cada desejo que dividimos e que dão ao caminho um eterno reconhecer que descobre pouco a pouco o quanto cada conhecer deve se repetir...

domingo, 3 de março de 2013

Sempre que puder parar por um breve instante...

No dia em que nossos passos se encontraram os laços de hoje foram se formando, conectando nossas almas, continuando a caminhar enquanto o caminho é construído, deixando-nos tomar para nós um pouco do tempo um do outro, doando nosso melhor em cada momento, em cada lição, até mesmo quando tudo ao redor parece mudar de repente...
O que mais pode chamar a atenção é o mais importante, da mesma maneira que visitamos nossos jardins e encontramos referências das estações que se sucedem, das pétalas que se acomodam delicadamente no chão, dos espinhos que por vezes nos pegam para revelar uma necessidade de atenção verdadeira, de parar e olhar com calma um certo detalhe.
Só que nem sempre paramos para olhar com cuidado o que devemos, em certos dias o tempo parece não ser suficiente às histórias que vão seguindo seus caminhos, entrelaçando-se e apontando para um desfecho conectado, ao mesmo tempo em que mais adiante vai nos mostrar que por vezes nos esquecemos de parar e contemplar...
Então passamos a procurar novos caminhos, porque o atual parece não nos atrair mais, como se isso fosse verdade, mas no fundo as nossas estações internas é que estão revelando que deixamos de regar certas sementes, que nos habituamos demais aos dias em que nada parece ocorrer... quando no fim acabamos perdendo nossas essências.
Um pouco mais à frente compreenderemos o que ocorreu, mas no momento em que um espinho nos puxou seguimos em frente como se nada tivesse acontecido, deixando para trás mais do que uma breve parada, pois passamos a percorrer a vida ao invés de vivê-la, algo que diariamente ocorre quando o que mais nos encanta parece não chegar mais aos olhos através do coração...
Assim os nossos laços vão se fragilizando, pouco a pouco parecem perder a forma... dando-nos a incapacidade de olhar novamente o outro com os mesmos olhos, com a mesma ternura, desejo e até mesmo compaixão...
Mas também podemos olhar quantos espinhos já estiveram presentes em nossas vidas e tomamos o caminho oposto, parando por um tempo para notá-lo, valorizando-o da maneira correta, deixando de lado o egoísmo que se transforma em pressa e que vai desmanchando tudo o que de mais belo construímos ao longo dos dias.
Além disso, precisamos ir um pouco além, pois são os espinhos que vão nos conectar ainda mais, desenhando novas formas de aceitar fragilidades, forças e também o que preenche os corações que vivem conectados por laços que se assemelham às pétalas sem perder o toque delicado dos espinhos que tanto nos ensinam...
Recordamos também que cada linha preenchida pelos sentimentos mais profundos que podemos ter são sensíveis às mesmas estações que vão nos presentando com mudanças constantes, que nos fazem voltar no tempo para apreciar novamente o que nos chama a atenção, que nos faz dedicar tempo suficiente para simplesmente estarmos ali um do lado do outro em qualquer estação...

sábado, 2 de março de 2013

Em todas as linhas...

São tantas as linhas que escrevemos que o encontro delas sempre faz mais do que uma união de histórias, são momentos únicos que dão ao nosso passado uma essência, uma vivência que se transforma na experiência do futuro, que vai além das palavras gravadas nas páginas do nosso dia a dia, alcançando profundamente as sementes que se acomodam no coração e despertam o nosso melhor.
Além dessa percepção também fica evidente que todas vez que nos encontramos para entrelaçar nossas histórias mais um pouco o mundo que criamos muda, ampliando-se mais, deixando as estações seguirem seus rumos, cumprindo seu papel ao nos mostrar que ciclos são vitais, mas não alcançam seu fim se nos colocarmos diante de nossas escolhas e daquilo que podemos oferecer...
E isto vai deixando marcas em nossas histórias, nas linhas que estamos escrevendo, naquelas que ainda virão e já são parte de nós, pois vão se conectando gradativamente com as linhas de mais alguém, como se todos os caminhos já dispusessem de rumos definidos...
Então nossos passos seguem caminhos que só existem enquanto caminhamos, principalmente quando estamos um ao lado do outro, quando ainda usamos maneiras diferenciadas para manter contato, para deixar que nosso presente individual chegue até o outro, tornando o tempo muito mais curto, criando novos sonhos, semeando presentes...
Também é assim que podemos olhar para trás e rever que muito do que já fizemos apenas para estar mais presentes na vida um do outro, detalhando sentimentos por meio de gestos, trazendo ao mais simples um ar sofisticado por já não ser mais tão comum, como se o mundo já não fosse mais capaz de lidar com aquilo que alcança os sentimentos mais bem guardados em nós.
E ao continuarmos a nossa viagem vamos nos deixando envolver pelas histórias que compartilhamos, pelos dias em que talvez não estivéssemos juntos de corpo presente, mas que são os dias em que as nossas melhores sementes se abriram, dando-nos mais vida, mais momentos únicos e que se destacam em meio ao mar que velejamos...
Mesmo assim também vou aprendendo que muitas das lições mais importantes só serão absorvidas quando compreendermos a relação das linhas do passado que se fazem presentes em nosso futuro, revelando também que para certos sentimentos existem pontos que nem sempre ficam claros, assim como o amor pode se assemelhar com uma rosa atraente, perfumada e com espinhos...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Semear sonhos...

Ter cada sonho como uma semente faz com que tenhamos um caminho a trilhar, um lugar para alcançar sem nos esquecermos de onde viemos, deixando evidente que nossa essência vai aos lugares em que deixamos nossas histórias, acompanhando cada passo, palavra e gesto, indo e vindo, alçando voos mais altos e nos deixando vivos quando precisamos permanecer no solo para sonhar novamente...
Mas há dias em que muitas portas parecem oferecer opções demais a quem construiu portos seguros para velejar e voar, e então nos pegamos olhando novamente ao passado para entendermos melhor o tamanho do nosso caminho, quantas paisagens diferentes encontramos, quantos laços formamos e somente aí descobrimos que não existem opções além daquelas que podemos escolher.
Então cada dia não vai mais se perder em meio ao universo de estrelas que nos fazem querer olhar todas, pois sabemos exatamente qual é a mais importante, qual merece nossa atenção e dedicação... não porque nos tornamos dependentes, mas porque as nossas inseguranças é que permearão o caminho...
Deste jeito nossas dúvidas vão nos revelar respostas que vão se construindo ao longo do tempo, que nos deixam acompanhar as estações, que fazem dos laços as melhores referências de uma vida verdadeiramente vivida.
E aí nossas asas parecem recuperar as forças, pois os sonhos vão se tornando reais novamente, deixando evidente que sem os laços não há como regarmos aquelas sementes que deixamos no solo, criando raízes que trilham nossas essências e nos dão o rumo certo quando cuidamos de nossas próprias sementes que repousam no coração...
Por isso nossos passos só valem a pena se pudermos atravessar as pontes que nos conectam para fazer algo maior, para que nossos laços não sufoquem nosso melhor, para que os dias valham mais a cada história que somamos, pois se alguém está ao nosso lado percorrendo o mesmo caminho também terá nossa companhia quando os mesmos sonhos são compartilhados...