quinta-feira, 30 de maio de 2013

Essências e razões dos caminhos

De cada essência surge um caminho a trilhar, percurso que se forma diariamente, que traz consigo o reflexo dos sonhos que alcançam nuvens e nos deixam preparados para viver plenamente, carregando conosco as almas jovens que não se perdem ao observar um céu estrelado ou ao desenhar nas nuvens que encobrem o sol momentaneamente.
Mas só a essência pode não parecer o suficiente em certos casos, então deixamos que cada sonho impulsione nossa visão além do que acontece no agora entre um passo e outro ou até mesmo quando desfrutamos das embarcações que nos deixam ajustar as velas para seguir em frente.
Talvez por isso existam certas dúvidas que não adormecem tão facilmente nas mentes que apenas seguem o vento ou a correnteza, como que presas num trilho que não as libertas, que as faz endurecer e cortar as asas da imaginação...
Mesmo assim os dias podem se tornar melhores se observarmos como cada dia foi percorrido, com quantos passos seguimos ou fizemos uma volta, de que maneira encaramos o nascer do sol e até mesmo as nuvens que nos trazem gotas de chuva que escondem algumas lágrimas em dias mais tristes...
Só que ainda assim muitos preferem encarar a vida como se tudo estivesse dentro de uma tonalidade acinzentada em todas as cores, transformando o que há de belo ao redor em algo comum, tão corriqueiro que até mesmo os passos já não são mais dados por um querer essencial...
E ainda é possível notar que para muitas pessoas as variações dos dias cinzas já são suficientes para colorir tantas páginas quanto possível, num jogo de luzes e sombras que apontam os sonhos tão vivos quanto se pode criar com o que reside dentro de nós, nas asas que povoam as mentes inquietas que fazem das alegrias um movimento maior e que sustenta cada felicidade.
Também é aí que reside o que muitos podem tentar chamar de esperança, só que lá no fundo as pessoas não entendem que as alegrias são maiores, mais importantes e infinitamente mais qualificadas para demonstrar quem cada um é, pois na esperança sempre são jogados os sonhos, desejos e vontades que muitos esperam acontecer de repente, sem fazer nada e por não saber que a esperança só age após nosso primeiro passo.
Aí vamos desenhando novos trilhos sem deixar que as rotulações ou esperanças descabidas ocupem os dias, pois fazemos com que percepções alheias fiquem com quem as projeta, bem como fazemos da esperança uma companheira que nos persegue e não o contrário, indo em busca dos sonhos mais altos e continuando a velejar com a mais leve das brisas para fazer com que o tempo da vida valha verdadeiramente e nos deixe brincar com as estrelas e nuvens que surgem para nos mostrar a razão do viver...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Universos de mudança

Cada pessoa tem seu próprio universo, suas conexões com o mundo ao qual outros pertencem, fazendo dos mares que cercam a todos o caminho mais rápido para criar portos e caminhar lado a lado, ao mesmo tempo em que se permitem deixar levar pelas asas dos sonhos que determinam os percursos futuros através da história individual que cada um escreve diariamente.
A cada novo amanhecer voltamos a conectar nossas percepções com o mundo que nos permite sonhar após longas jornadas, buscando nosso melhor para ir além do hoje, fazendo do amanhã mais uma página de uma história que se escreve continuamente e que nos deixa a certeza de que muitas questões serão respondidas.
Mas também temos que observar calmamente o que nos deixa livres o suficiente para conviver com as prisões que nos acompanham, que se transformam em palavras, convicções, desejos, passos e voos que sempre vão delimitar territórios, mas não vão limitar a capacidade de sonhar.
Só que estas prisões não são compreendidas pelas pessoas de maneira profunda e plena, como se elas se esquecessem de que em suas raízes existe uma prisão que as tornam livres para seguir adiante, com base em seus sonhos, desejos e caminhadas que podem alcançar o mar em busca dos nossos portos...
E aí vamos tomando novamente uma consciência que nos permite entender que cada ser é similar as árvores que nos refrescam com suas sombras ou nos alimentam com seus frutos, onde as raízes sempre determinarão quem são, quem somos, o lugar de onde viemos, o que podemos nos tornar e quais bondades serão geradas pelas sementes que carregamos conosco.
Então muitas das árvores que nos acompanham apontam para nossas raízes mais profundas no momento em que precisamos tomar decisões, assim como os galhos que se curvam sob a neve e não tentam resistir para não quebrar, do mesmo jeito que as folhas caem no outono para mostrar que esta roupagem também é trocada, para nos dar nova vida, novas possibilidades e deixar outra estação se alimentar com o que chega ao solo.
Mas aí muitos dirão que são livres demais para se compararem com as árvores que parecem eternamente presas ao mesmo lugar, só que estas pessoas se esquecem que aquelas mesmas árvores viajam conosco em nossas memórias para qualquer lugar que vamos, do mesmo jeito que as fotografias registram partes de nossa história...
E com isso vamos olhando ao nosso redor e notando que podemos crescer ao deixar que nossas raízes ganhem mais força, seguindo um caminho que procura um alimento que nos torna diferentes uns dos outros, que por vezes precisam deixar as folhas caírem ao solo para nos alimentar e retomar o crescimento, saindo das mesmices que envolvem o dia a dia daqueles que se dizem livres e são eternamente prisioneiros do imutável que habita suas mentes e corações...

domingo, 26 de maio de 2013

Laços e correntes

Laços são mais fortes do que correntes em qualquer momento da vida, pois não perdem seus princípios essenciais de conectar pessoas sem ferir ou deixar marcas, mas também revelam a intensidade com a qual cada vida segue ligada às demais, como os dias e noites deixam linhas devidamente espaçadas para que juntos possamos preencher cada espaço com o que sentimos e dividimos, sem nos acorrentar ao passado que se transforma em âncora quando não mais podemos formar laços...
Cada laço não é fruto de acaso, é uma parte da nossa essência que se encontra com as essências de quem nos acompanhará no futuro através do presente, podendo se desfazer tão rapidamente quanto se formaram ou então envelhecerem ao ponto em que se tornam correntes que nos prendem àquilo que já não é mais instrumento de continuidade.
Mas para cada dia há um laço que se forma, assim como o abrir dos olhos encontra o rumo correto, faz com que possamos perceber que existem laços que se solidificam sem endurecer, não perdem a ternura com que se formaram, tampouco são livres de pequenas diferenças que se somam para tornar os momentos em que estamos juntos melhores...
Só que nem todos vão observar claramente o que acontece quando um laço se forma, com toda a correnteza de certezas e incertezas que o tornam único, deixando-o tão vivo quanto podemos ser nos dias em que o mundo à volta não é mais alvo dos nossos desejos egoístas de mudanças, mas quando firmamos um laço com o mundo onde ambos vivem e convivem tranquilamente...
Além disso é necessário olhar um pouco mais à frente, antever certos acontecimentos que se alocam nos horizontes da vida, mas que não se situam no campo de suposições vazias, mas de certezas de que a cada dia que nasce teremos novas chances de formar laços conosco e com mais pessoas e o mundo que nos cerca.
Mas também teremos que rever a maneira como estamos cercados, pois muitas pessoas se sentem presas porque eternamente buscam uma liberdade que na verdade as prenderá em um outro universo, quando na verdade é preciso saber que toda liberdade jamais terá como intuito ferir alguém...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Conexões do humor além da alma

A forma como o humor tempera a vida depende dos caminhos que escolhemos, das ações que brotam de nossas almas e que deixam passos que se fixam nas histórias daqueles que também navegam com o coração em busca de horizontes diferentes a apreciar, levando consigo lembranças de brisas que trazem folhas e que também nos deixam encobertos por nuvens que refrescam a alma com as gotas de chuva que alcançam nossas sementes mais bem guardadas ou que levam embora tudo aquilo que precisa retornar aos solos para florescer de novo...
Muitos encantos da vida se aconchegam às nossas vidas quando observamos o mundo de outra forma, quando acalmamos o espírito e deixamos fluir em nossas veias o melhor que possuímos, aquilo que praticamos diariamente e que vão envolvendo nossas histórias de tal maneira que certos instantes ficam esquecidos quando aprendemos que cada passo vale a pena se pudermos deixar ali mais do que marcas de passagem.
E por isso vamos temperando os dias, fazendo de nossas palavras ditas ou silêncios absolutos um meio para equilibrar escolhas, definir como e quanto doaremos de nós àqueles que nos acompanham, mas também tomaremos para nós mesmos um pouco do tempo para estar a sós, refletindo e absorvendo as novas páginas que escrevemos e que alimentam a alma.
Então as nossas próprias decisões vão desenhando nas linhas o quanto deixamos variar os dias, com quais temperaturas lidamos, como gravamos em outros caminhos as nossas pegadas, sem que haja a necessidade de se fazer o que não é mais importante e que na certa feriria alguém...
Só que mesmo assim as nossas histórias vão delineando nossa história como que demarcando um território que pode ficar à deriva ou alcançar os portos seguros em um simples entrelaçar de dedos, no mais singelo olhar e no encontro de almas que buscam se conectar cada vez mais para observar o sol nascer ou se por, para transformar os céus estrelados em novas páginas que ganham através das pontas dos dedos mais e mais sentimentos que vão se alinhando com aquilo que se deseja e faz ligar profundamente cada uma das almas.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nos textos dos poetas...

Poetas escrevem em linhas que não precisam ser retas, usando folhas que podem estar nas árvores, passando pelos galhos, trilhando o tronco, alcançando nuvens e retornando ao solo na forma de gotas de chuva que alimentam novas sementes para que os ciclos e estações continuem ativos...
Mas estes mesmos poetas também se aproveitam dos ventos para encontrar nos mares as referências de seus textos, tendo nas mais suaves brisas o tempo ideal para apreciar o nascer do sol, mas quando se deparam com tempestades também encontram razões para perceber nuances que apontam novamente para palavras que servem de guia àqueles que percorrem outros caminhos.
Então novas janelas são abertas, mesmo que só no imaginário, deixando a mente fluir, ir encaixando palavras que se transformam em vitrais a serem apreciados mais tarde, só que sem acabar toda a obra ali, deixando sempre um segmento a se completar, uma nova porta para se abrir e também a oportunidade de poder retornar.
Por isso todas as nuvens contornadas com palavras ganham formas que as crianças reconhecem com mais facilidade, pois ainda não aprisionaram suas mentes e conseguem habilmente compreender que somente as almas mais jovens se entendem sem se preocupar em demasia com o que é irrelevante...
E aí os dias ganham sempre novas chances de encantar outras almas, assim como cada palavra que se segue nos textos que podem até alcançar um ponto final, mas jamais terminam ali, trazendo às demais mentes um universo a se percorrer, deixando-se levar pelas brisas descritas, ou então fazendo daquela semente um outro porto seguro para voltar quando um caminho não parece tão agradável...
Ainda assim cada uma das folhas preenchidas por palavras não é o suficiente para aqueles que dia após dia escrevem com a alma, saindo do mero aglomerar de palavras para conectar céus e mares através das frases e letras...
E feito isso tudo ao redor se renova, assim como as folhas das árvores que retornam como alimento para as futuras gerações, sentindo novas gotas de chuva que retornam preenchidas por aquilo que nutre e torna possível viajar sem sair do lugar, criando e recriando continuamente histórias daquilo que nos cerca e que com o passar dos anos já não parece interessante para quem abandonou a alma há muito...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As raízes dos passos

Por mais que os passos nos levem adiante é na parceria com a mente que tudo se transforma em um jardim que percorremos todos os dias, indo para outros mares ou lagos que permeiam os solos onde nossas construções se solidificam e também se modificam, trazendo para nossos olhos as paisagens que carregamos dentro de quem somos, e que não se diferenciam da essência que nos deixa livres para observar e até buscar horizontes que se encontram com os céus que tocamos ao voar através de nossos sonhos...
Se os passos caminhassem sozinhos não teríamos muitas escolhas, não faríamos das ramificações outros campos a se explorar, a conhecer e fazer com que as raízes ali fincadas se transformassem em laços que conectam todas as pessoas com as quais nos encontramos, mesmo que brevemente, mas essencialmente àquelas que carregam conosco sonhos compartilhados.
Por isso os sonhos povoam as mentes daqueles que sabem percorrer caminhos novos, que vão aos poucos buscando na própria essência as essências que determinam os rumos a seguir, que deixam os passos livres para voar de vez em quando, retornando ao solo e também aos portos que nos acompanham durante cada nova jornada.
Só que mesmo assim cada dia é feito de rotas que nos apresentam paisagens diferentes, pois cada uma das sementes não para de crescer de forma direta, deixando-se multiplicar nas sementes que gera após florescer, como se renascesse a cada estação, reacendendo sonhos que deixamos gravados nas folhas que repousam nos solos e servem de alimento para os frutos futuros que já se mostram em nosso imaginário por terem raízes que se espalham sob os solos férteis que nos presenteiam com os jardins que passamos a frequentar...
E deste jeito passamos a deixar que os passos não mais nos carreguem sem destino, pois conseguimos sonhas a cada caminhada sem nos perdermos em meio aos jardins, independentemente de quem os possua, já que sempre teremos conosco as raízes que nos sustentam e nos fazem alcançar os céus através das folhas que retornam ao chão para nos mostrar que a vida não acaba numa mudança de estação e que pode ser preenchida quando há sempre um novo sonho para se sonhar...

domingo, 19 de maio de 2013

O crescer das histórias

Começos não são os fins de etapas ou acontecimentos, mas são os laços que formam o todo que envolve cada história, cada ação, todos os gestos e ramificações com as quais a vida se desdobra e encontra outras almas para navegar pelos sonhos partilhados e aqueles que se individualizam de certa maneira.
Dizer que tudo tem começo e fim é um processo no qual muito se resume, mas por certas vezes não são percebidas as nuances que encobrem pequenos fatos, certos detalhes que se engrandecem quando os pontos finais não acabam a história por completo, mas deixam que outra linha seja criada e faça valer o que já trazemos conosco...
Mas aí os dias são eternos começos e fins, também levando consigo os meios que recheiam as histórias, que ditam os tons e as cores que permeiam linhas e atravessam gerações como fonte de referência e de um conhecimento que só possuímos ao termos uma história, compartilhada ou não.
No entanto muitas pessoas não tendem a aproveitar o que acontece entre um passo e outro, deixando que o começo seja o final derradeira daquilo que sequer provaram, por pura preguiça e também por tornar a própria vida uma soma de descartes egocêntricos e que servem de base para ações nada interessantes...
Então surge o hábito de se descartar tudo na vida, a começar pela própria, e estas pessoas não percebem que para se construir uma história é necessário compreender que cada fato ocorrido não é parte do que se joga fora, pois assim a pessoa acaba por se deixar levar pelo caminho onde tudo desmorona facilmente.
Só que ao mesmo tempo existem aqueles que observaram atentamente a conexão de todas as ações, reações, compartilhamentos, alegrias e tristezas, elevando a si a um estágio onde as folhas já cansadas caem no solo para virar alimento para um novo crescer, servindo então como lição absorvida realmente...
E deste ponto em diante todos os ciclos não se deixam mais levar por meros começos e fins, envolvendo cada vez mais cada história em seu contínuo escrever, mas sem perder a capacidade de se renovar a cada nova estação, deixando que as gotas de chuva deem vida às sementes e que o aprendizado sempre seja carregado com aquele que se dispôs a crescer...