quinta-feira, 20 de março de 2014

Linhas que conectam histórias

As linhas que nos conectam desenham os caminhos que percorremos e quais horizontes serão vistos a seguir, colocando cada passo num instante que vai escrevendo em nós tudo o que permite manter os laços vivos que demonstram como nossas essências se unem e abrem espaço para que em nossos percursos individuais também exista a conexão que nos revela que diariamente não podemos escrever a nossa história sem as linhas que nos permitem ter em nossa vida quem a pode complementar...
A cada novo trajeto é preciso notar que os laços que formamos tecem as histórias de maneira contínua, com dúvidas e certezas que permeiam os acontecimentos, que nos deixam parar para refletir ou seguir adiante, colocando sob nossos pés o solo que se transforma em nosso jardim quando sabiamente conseguimos cultivá-lo, mas que nem sempre recebe as sementes ideais advindas daqueles que por breves momentos cruzaram nosso caminho...
E também é fato que por vezes as nossas sementes não são ideais para as outras pessoas, o que nos mostra que os jardins que se conectam não se separam em nossas histórias individuais, pois sempre traremos um pouco do outro em nossa vida, do mesmo jeito que estaremos presentes nas histórias dos demais.
Só que isso tudo parece pairar na superfície dos mares que velejamos, mas quando paramos para observar como nossas histórias são enraizadas é que nos damos conta de que cada dia não é uma linha retilínea a seguir, mas um labirinto aos olhos dos outros...
Talvez por isso as nossas conexões sejam representações das interações que mais marcam as vidas em contato, confirmando que todas as dúvidas e certezas habitam os jardins corretos quando observamos que nossa vida é escrita por nossas mãos e daqueles que escolheram permanecer ou não ao nosso lado por outros instantes...

sexta-feira, 7 de março de 2014

No final das linhas das lembranças

Os melhores momentos da vida não se tornam curtos quando suas lembranças retornam a nos fazer sorrir, criando um vínculo mais íntimo com nossas essências e mostrando que o tempo em si sempre passará por uma análise posterior que gerará uma classificação muito apequenada diante do viver e encontrar nas alegrias pontuais a felicidade para continuar a vida...
E mesmo assim muitas pessoas parecem se apegar demais às durações pequenas da percepção daquele momento em especial, como se não pudessem mais lembrar que todas as linhas da vida são preenchidas com lições que nem sempre terão um gosto adocicado, relevando-nos que por vezes teremos que provar algo amargo para então nos colocarmos novamente de pé...
Só que também é evidente que poucas pessoas serão capazes de olhar para as próprias vidas e deixar de notar o que lhes foi agraciado, pois prenderam-se demais ao que consome atenção e não leva a lugar algum ao invés de aproveitar cada passo da vida para deixar que seus laços os levassem ainda mais longe na conquista dos sonhos.
E talvez por isso muitas pessoas se deixem parar por não conseguir mais encontrar as alegrias passadas, ainda mais quando se amarram ao que já não traz mais aprendizados e viram reféns de amarguras em detrimento às alegrias que as permitiram caminhar até o presente, ignorando suas próprias histórias ao não olhar como cada laço da vida é repleto de uma gama quase infindável de sentimentos e experiências que vão desenhando nas linhas que se apresentam a cada dia que dá ao presente um tom de presente...
Por esta razão é que a vida não é um trecho retilíneo e sem paisagem ao redor, pois assim seria altamente inerte às nossas histórias, não nos deixando buscar outras linhas para percorrer, dando a cada laço um tom diferenciado ao mesmo tempo em que nos permite abraçar as alegrias que pontuam a felicidade sem ignorar os momentos em que a tristeza se fez presente...
E é assim que os dias vão se conectando e mostrando que tudo o que nos faz relembrar as alegrias é maior do que os desafios que surgem, da mesma maneira com que as tristezas vão nos colocando novamente no caminho de conquistas que farão dos sorrisos uma demonstração das novas alegrias alcançadas, sem que tenhamos que esquecer quem somos e como cada página de nossas histórias não é marcada por um final, pois todas as linhas podem até acabar com pontos ditos finais, mas também são estes pontos que nos dão a chance de escrever novas linhas mais uma vez...

quinta-feira, 6 de março de 2014

Linhas tênues de lembranças

Existem linhas tênues que vão moldando os laços que formamos ao longo da vida, que criam oportunidades para que nossos jardins voltem a florescer e tragam também novas floradas diferentes, abrindo-nos a um universo que anteriormente não conhecíamos, mas que também nos oferece a chance de entregar a quem nos acompanha mais do que histórias meramente pontuais...
Os laços da vida vão desenhando pouco a pouco quem nos tornaremos mais adiante, do mesmo jeito que as sementes que germinam e nos devolvem o fruto do qual surgiram anteriormente, deixando bem explícito que o mundo que encontraremos é mero reflexo daquilo que fizemos anteriormente...
Mas ainda assim é possível encontrar quem não saiba cultivar o que lhe é entregue, e talvez todos passem por isso em meio às tempestades que passam pela vida ao mesmo tempo em que trazem as chuvas para tornar o florescer futuro viável.
E também é fato que cada caminho que trilhamos vem de dentro daquilo que de melhor temos, e este melhor é o que nos preenche e alcança o mundo em meio aos olhares alheios que nos darão a chance de ter ou não mais um laço a formar...
Só que mesmo assim os dias não devem ser prisões de tempo para o cultivar dos jardins como muitos o fazem, deixando para trás as experiências e histórias que nos dão dúvidas tão certas que abrem tantas possibilidades futuras que por vezes precisamos parar um pouco para olhar mais a fundo se as nossas escolhas irão ou não crescer corretamente...
Mesmo assim tudo o que semeamos vai levando muito do que realmente somos, tornando-nos mais fortes sem precisar apagar as delicadezas da vida, gerando olhares que vão além de palavras e palavras que levam ao olhar, tendo dúvidas, certezas, vidas, histórias e tudo o mais que nos permite dar a cada laço um momento marcante e recheado de encontros que provocam sorrisos até mesmo nas mais distantes lembranças...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cada escolha alimentada

Aquilo que alimentamos diariamente é parte do que aprendemos a cultivar e distribuir, de dias de aprendizado em que cada lição foi uma soma e não se deixou perder pelos inúmeros caminhos que poderíamos ter trilhado e onde as dúvidas mais certas nos dão a chance de olhar mais adiante e reconhecer qual percurso nos trará a fonte ideal de histórias que nos farão seguir as escolhas essenciais e que formam laços...
Os dias nos apresentam diversos caminhos pelos quais não iremos trilhar, ao mesmo tempo em que vão formando as condições a partir dos nossos gestos para criar um ambiente favorável ao aprendizado que nos faz cultivar um jardim repleto de laços...
Mas mesmo assim é preciso observar atentamente que nossos caminhos não se iniciam com nossos primeiros passos, mas são continuamente conectados a tantas histórias que os laços formados vão delineando histórias que tecem uma espécie de teia que conecta fatos, acontecimentos, lembranças e desejos delicadamente.
E é assim que os dias não acabam porque um período de tempo passou, pois a linha contínua da vida nos faz caminhar por lugares sem ir apagando o que já se conhece, preferindo nos mostrar que todas as experiências e lições se colocam à nossa disposição para ir além do hoje sem perder o contato com o passado ou o futuro.
Só que mesmo assim é preciso ter consciência do que alimentar, daquilo que nos dará a chance de olhar para trás sem vontade de voltar ao ponto que já não faz mais parte das nossas escolhas, do mesmo jeito que este desejo não deve dominar os dias seguintes por apenas ser uma possibilidade não efetivada, criando-se então um outro destino que não foi percorrido anteriormente por não parecer mais atrativo...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ao escolher caminhos para percorrer

Há caminhos que não frequentaremos em momento algum, sendo que por vezes nos pegamos imaginando quais seriam as diferenças se os tivéssemos trilhado e nos esquecemos que as histórias não vividas sempre nos reservam tempo para viver aquilo que nos constitui, que nos dá a chance de imaginar como seria a vida se por vezes escolhêssemos a outra ramificação que se apresentou, do mesmo jeito que devemos tomar para nós mesmos as linhas que desenhamos e os laços que formamos...
Todo caminho pode ser percorrido e fará com que nossa história ganhe nuances que também nos mostram os horizontes que não conheceremos, revelando a nós mesmos que toda escolha que forma laços duradouros é maior do que aquilo que não esteve conosco.
Mas ainda assim muitos acham que deveriam ter feito outras escolhas, esquecendo-se de que desta maneira irão apagar quem são hoje, deixando para trás tudo o que fizeram e eliminando as alegrias e felicidades que encontraram para tentar capturar o duvidoso...
E assim é possível olhar também para os horizontes que ainda não conhecemos e para os quais nos direcionamos, acompanhados ou não, tendo vivido inúmeras experiências e formando quem somos agora, com todos os laços desmanchados e com aqueles que resistem devido às suas raízes fortes e que nos oferecem mais do que pegadas que acompanham as nossas, criando histórias mais concretas num solo que se toca através das almas...
Só que em certos dias as dúvidas sobre as nossas escolhas vão ocupar a mente por breves instantes, mas é assim que passamos a olhar melhor para cada uma das nossas decisões, o que nos trouxe para perto de alguém e o que permitiu que naquele instante voltássemos a percorrer os jardins da vida que vamos cultivando diariamente ao saber que as certezas mais incertas formam os caminhos que percorreremos acompanhados ou não...
Daí em diante poderemos tomar em nossas mãos muitas das escolhas que tomamos para compreender melhor o que fizemos com cada semente que nos foi presenteada, tendo na natureza de cada uma delas o que a outra pessoa quis nos oferecer realmente, e é aí que vamos notar que não são os solos que dão ou não a chance de florescimento, mas sim o que há dentro de cada semente que chega até nós, do mesmo jeito que fazemos ao oferecer aquilo que possuímos e chega a gerar frutos em outros jardins que escolhemos conhecer por ter tomado um certo caminho há muito...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nas linhas interligadas

Existem caminhos que são trilhados inúmeras vezes durante a vida, como se a cada visita pudéssemos voltar um pouco no tempo sem nos deixar apegar àquilo que passou e nos fez bem, mas para muitas pessoas há sempre um tom irônico de suas ações passadas sobre o presente, é como se elas se deixassem levar por aquilo que as trouxe até aqui sem ver o valor daquilo que construíram enquanto buscavam novos horizontes através de seus passos, do mesmo jeito com que o voltar a um determinado ponto é válido após termos constatado que os dias que se seguiram não se transformaram em prisões, mas nos deram asas para prosseguir e ver que aquela decisão foi tão importante quanto os passos que ainda daremos...
É interessante observar como certos portos da vida nos atraem após um tempo enquanto aproveitamos o velejar para formar laços entre as inúmeras lições que carregamos em nossa essência dia após dia, mas também é possível notar que não devemos nos deixar amarrar por aquilo que não nos deixará seguir adiante e ainda assim pode parecer o mais acertado naquele instante...
Mas a vida é recheada de instantes assim, fazendo com que o seu tecer vá ganhando aos poucos os desenhos que nos representam quando olhamos além do agora, criando os vínculos ou raízes que nos sustentam e nos deixam aptos a seguir a caminhada até que uma lembrança nos faça perceber quem somos e quais são os passos seguintes a dar.
Só que mesmo assim muitas pessoas ainda preferem apagar quem são por não terem o interesse em envelhecer, mostrando claramente que já se deixaram consumir por aquilo que não mais permite que suas almas sejam jovens, enclausurando cada experiência em uma caixa que é jogada fora só para manter vivo o que não possui vida.
E deste instante em diante tudo vai perdendo o sentido, pois não há mais portos seguros para encontrar, principalmente porque eles não foram construídos para fortalecer, mas apenas viraram pontos apagados de uma história vazia...
Também é fato que por vezes os dias parecem nos levar a pontos que já não nos lembrávamos com tanta clareza para nos oferecer as lições que ali estão e nos fazem refletir sobre o que gravamos a cada novo dia, dando-nos a chance de olhar quais pontos ainda nos confortam e como cada vírgula faz com que a continuidade da história ganhe mais e mais referências de um passado que outrora era o futuro vivido por meio de um presente que se tornou mais do que um presente quando bem aproveitado...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Em contato com nossas histórias

Os sorrisos repentinos advindos de recordações são viagens no tempo que nos permitem melhorar a quem somos, criar novos vínculos com nossas essências ao mesmo tempo em que os dias se prolongam através dos laços que formamos e ainda nos trazem ao presente as sensações iniciais, apontando para um horizonte que já nos pertence em memórias e faz valer a caminhada até aquele que ainda não alcançamos...
E desta maneira cada vínculo que aprofundamos com nossa própria história vai delineando os dias que se seguem e nos revelam novos caminhos a percorrer, trazendo à história que escrevemos detalhes que vão semear os jardins que futuramente serão conhecidos pelos novos laços que formaremos...
Só que mesmo assim é provável que em dados instantes deixaremos de lado um pouco da história que nos forma, como se de repente entrássemos em um caminho que não nos mostrasse um vínculo real com quem somos, mas mesmo assim nos traz lições que vão deixando pistas sobre aquilo que faremos após reencontrarmos a nós mesmos ao nosso redor...
Mas do mesmo jeito com que percorremos caminhos onde não residem nossas raízes é preciso tomar consciência sobre as sementes que deixaremos naqueles locais, podendo ou não gerar frutos, servindo ou não como fonte de aprendizado ou até mesmo sendo uma referência daquilo que já não é mais necessário em nossa vida, mas que nos faz perceber que todas as ramificações de quem somos formam laços que se conectam de alma para alma nos dias em que os jardins propícios ao florescer se tocam e permanecem em contato...