sábado, 30 de março de 2013

Tão profundo quanto o inspirar

O que nos inspira nos faz olhar mais adiante, colocar um passo à frente do outro como se os caminhos mais tortuosos e ingrimes não pudessem atrapalhar, mas servissem de base para os sonhos que alçamos acima das nuvens enquanto temos dentro de nós mais do que palavras.
Então cada passo acompanha um bater de asas de cada sonho, dos impulsos que nos levam mais alto quando temos que olhar o horizonte por detrás das montanhas, e serve de proteção quando nossos passos são dados em planícies que trazem consigo o vento.
Assim também temos a capacidade de ir além, de sair do chão através dos desejos que se desenham através das imaginações de cada sonho, de sementes que plantamos e que só florescem se estivermos prontos a seguir nossos caminhos sem ignorar que as escolhas são como rios que nos levam ao mar de conquistas.
E deste jeito fazemos dos nossos passos mais do que marcas gravadas em areias que podem se remodelar com os ventos, que se apagam com as ondas ou sequer existem...
Mas assim mesmo podemos ver que nossas histórias são tão profundas quanto os sonhos que carregamos em nós, pois através dos dias ganhamos oportunidades de caminhar ou deixar que as asas voltem a nos colocar no ponto mais alto, não porque tentamos fugir do futuro, mas porque podemos olhar como os nossos jardins ficam mais floridos se as obras que construímos não apagam o passado...
Então cada caminho que percorremos fica visível quando nos aproximamos de horizontes que já percorremos, mas muitas vezes temos que usar as lembranças para revisitar muitos dos percursos trilhados, que se escondem sob as sombras do tempo ou que já não são mais visíveis do ponto em que nos encontramos.
E com isso ganhamos novas experiências, fazendo do caminhar mais do que um escrever de páginas através dos passos, contando histórias de um passado que ainda se acomoda no presente ou faz com que o futuro logo ali na frente já seja parte de quem somos.
Por isso o que nos inspira traz os desafios que precisamos, as repostas que procuramos e os horizontes que nos dão a luz perfeita para que possamos tornar cada sonho vivo e presente, deixando que as almas reflitam quem somos e nos deem mais e mais sementes para transformar nosso jardim em algo que não se torna uma ilha, mas aproveita cada porto para nos deixar mais à vontade nos mares que velejamos diariamente...

sexta-feira, 29 de março de 2013

O trilhar dos sonhos

A grandeza dos sonhos acompanha a juventude da alma, faz com que caminhos se entrelacem e nos deem chances de explorar mundos que nos deixam absorver experiências diferentes, dando-nos novas perspectivas dos céus iluminados pelas estrelas em noites que nos deixam viajar através dos pensamentos e desejos mais puros...
Se cada sonho for tratado como uma semente que floresce no tempo certo podemos construir caminhos que nos dão a chance de trilhar jardins que só conhecemos por trazer dentro de nós algo que permite o nascimento e cultivo do nosso melhor.
Mas ainda assim as histórias que desenhamos formam as linhas que delimitam as asas de cada sonho, iluminando as noites através do luar ou nos fazendo aproveitar cada gota de chuva para permitir que novos desejos floresçam...
Por isso vamos unindo quem somos a histórias que chegam até nós por intermédio de pessoas que também possuem laços que unimos de maneira única, sem a necessidade de apertá-los demais, fazendo valer a comunhão das histórias que se baseiam em nosso melhor.
Aí podemos ter a certeza de que a conexão mais viva sempre alcança as almas, deixando cada coração mais propício ao cultivo de sonhos que se engrandecem quando os caminhos, conhecidos ou não, são trilhados sem medo...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Os vínculos dos momentos

Nossos passos sempre nos levam a outras histórias, que por meio dos passos se aproximam, encontram vias para que se conectem conosco, criando vínculos que não podem ser desfeitos, gerando assim histórias que se abraçam e não se soltam, mesmo quando os caminhos seguidos parecem distanciá-las fisicamente...
Mas os laços que formamos dão origem às sementes que podemos ou não espalhar pelo mundo, fazendo de nossa essência o juiz das decisões, tornando-nos mais fortes ao tomarmos consciência de que toda semente boa pode ser partilhada, mas algumas devem permanecer em lugar seguro, para que não passemos a entregar aos outros aquilo que não somos.
Só que por vezes podemos nos pegar deixando para trás sementes que florescerão e poderão ser alvo de suposto arrependimento, mas com o passar dos dias também temos que aprender que nossas decisões tomadas não devem ser excluídas das nossas raízes, pois naquele instante nós mesmos escolhemos semear o que precisava ficar guardado e não havíamos compreendido de tal forma...
E assim os dias seguem nos trazendo lições, deixando a vida entrar em nossa essência, firmar raízes quando possível e escrevendo páginas que viram lembranças do que aprendemos, tendo na prática diária da compreensão algo mais profundo e transparente quando os vínculos permanecem, independentemente da natureza em questão...
Mesmo assim podemos olhar um pouco adiante e ver que muitas das sementes que deixamos nem sempre vão agradar a todos, não vão determinar as evoluções e revoluções pelas quais passamos, pois muito do que germina nem sempre é visto com nossos olhos, especialmente quando plantado em estações inapropriadas ou inóspitas...
Deste mesmo jeito vamos desenhando laços durante a vida, aprendemos a velejar em inúmeros oceanos, firmamos portos que nos atraem e contemplam nossas escolhas, mas também podemos parar por breves instantes em lugares que nos revelam o que não queremos para nós mesmos, trazendo assim as experiências que servem de poda para as épocas certas, virando um novo florescer no momento exato...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Simplesmente passar...

A tonalidade dos dias permanece ligada aos laços que nos acompanham, com as histórias que desenhamos continuamente ao tecer linhas que somam palavras e ações, tornando a diversidade parte da nossa essência, ligando-nos com nossos sonhos mais íntimos, deixando-nos viver quando compreendemos o papel do que habita em nosso interior na vida daqueles que percorrem os mesmos caminhos que nós, independentemente do tempo envolvido.
Sempre que os tons variam temos a tendência de perder um pouco a noção do tempo, pois até nos acostumarmos novamente é preciso voltar ao solo, como se as lições ali guardadas fossem preciosas demais para que as deixássemos soltas durante um voo...
E aí o que passa a ser valioso é consumido pelo nosso aprendizado, tendo em cada pessoa que por nós passa uma linha que forma leves laços... dando-nos a opção de acompanhar o mesmo destino ou apenas passar por ali para trocar lições e experiências.
Mas mesmo assim muitos laços fortes são formados, apontando para um outro horizonte, deixando que novos sons e paisagens passem a fazer parte de nossas vidas, tornando conhecido o que mais precisamos, o que nos faz sentir outras brisas que chamamos de viver...
E assim vamos escrevendo mais e mais histórias que se unem às essências tão presentes em nossas almas que nos fazem ter sonhos cada vez mais vivos, abrindo portas que talvez não encontrássemos se estivéssemos a sós... libertando as asas que por vezes teimamos em prender por medo de voar e alcançar o destino que nos aguarda...
Também vamos tomando para nós um pouco mais do outro, da mesma maneira que doamos, criando uma troca constante que é imperceptível aos olhos, talvez nem possa ser descrita por palavras, mas se revela durante um entrelaçar de dedos, na maneira de olhar e nos dias em que as recordações passam a fazer mais sentido...
Por esse motivo cada dia sempre é novo quando ainda podemos olhar para nós mesmos e encontrar o mesmo jeito infantil de olhar para o mundo, trazendo conosco mais ternura, fazendo do caminho um espetáculo que, mesmo repleto de espinhos, ainda nos encanta por simplesmente nos deixar passar...

quarta-feira, 20 de março de 2013

As histórias desenhadas nas estações

Enquanto caminhamos lado a lado trazemos para o presente toda a história que escrevemos linha por linha, palavra por palavra, com tantos sentimentos quanto se pode imaginar, gravando em cada dia laços que nos acompanham continuamente, longe ou perto, sonhando ou acordados, dando evidências de que tudo o que passou a fazer sentido após nosso encontro é apenas o início de novos sonhos que se sustentam naqueles que já trouxemos desde o nascer...
Os sonhos vão semeando nossos caminhos, deixando que nossas mãos aprendam a segurar o que é preciso, liberando o que é necessário, trazendo aos afagos mensagens que se encontram com desejos mútuos, desenhando nas linhas seguintes os sonhos que passamos a compartilhar sem nos esquecer daqueles que já nos acompanham.
E neste momento todos os jardins que visitamos passam a ter novo significado, foram construindo pouco a pouco um percurso que não precisa ser mensurado, pois valeu cada instante, tanto antes quanto depois de nosso encontro, do contato que nos deixou próximos para poder sonhar, viajar durante as conversas e alcançar um estágio muito mais profundo do relacionamento...
Mas mesmo assim temos muito a dividir, a viver, provando que nossas trocas de experiências vão moldando os rumos pelos quais caminharemos, com qualquer clima, a qualquer hora, com passos rápidos ou mais lentos, apreciando as paisagens ou então experimentando cada estação das mais variadas formas...
Então cada laço vai se transformando em uma raiz que projeta o êxito das sementes que trocamos, do que plantamos no coração um do outro, que de tempos em tempos retorna às estações e nos deixa cientes de que ciclos são necessários e não deixam desaparecer o que temos em nossas almas.
Por isso mesmo é que podemos fazer longas caminhadas sem que existam sonhos que se apagam, pois as asas que nos permitem sonhar ainda são tão jovens quanto as almas que carregamos e tornamos maduras, enraizadas e fortes o suficiente para nos adaptarmos aos ciclos, do mesmo jeito que as flores o fazem quando as estações se passam...

domingo, 17 de março de 2013

Alimentando as sementes...

Experiências nos dão memórias que alimentam o presente com destino ao futuro das sementes que ainda carregamos conosco, trazendo novas oportunidades para que os dias não virem apenas referência do que aconteceu de forma inesperada, abrindo portas somente na hora em que estamos prontos, cativando outros jardins em lembranças que geram laços que se transformam em raízes que ligam almas...
Nos céus colocamos nossas melhores histórias por meio das sementes que germinam e tocam as nuvens, fazendo das raízes a base para nossa essência ser única e presente em diversas vidas, nos mais variados estágios e em cada uma das estações que cada pessoa carrega dentro de si e se faz presente ao nosso lado.
E então paramos de apenas caminhar sem direção, pois percebemos que por certas vezes são estes caminhos desconhecidos que nos farão conhecer melhor a nós mesmos, que nos trarão as luzes quando precisarmos, que deixarão tudo o que importa dentro de nossas recordações...
Sendo assim os dias mais longos serão associados aos momentos em que mais enriquecemos internamente, com as percepções que trocamos com alguém, das lições que nos foram trazidas através das raízes que tratamos de proteger, fortalecer e alimentar...
Por essa razão é que a essência vai nos dando contornos distintos aos olhos dos demais, percebendo-nos de maneira única, olhando atentamente àquilo que existe em comum e que inicialmente atrai, apontando para rotas novas que já foram percorridas por outras histórias, mas que hoje vão apenas alimentar e alinhar sentimentos que se aproximam e formam laços.
Deste jeito os dias vão ganhando outros ares, como se pudéssemos direcionar melhor nossas escolhas, mas no fundo sabemos que as mãos que seguramos vão também ajudar a escrever uma história com maior dedicação, com detalhes que talvez não tenhamos percebido individualmente, deixando cada vez mais evidente que sempre carregamos conosco as melhores companhias através de pequenas sementes que germinam internamente...

sábado, 16 de março de 2013

As ramificações dos jardins que abrigamos...

Todo momento é necessário quando compreendemos que todas as ramificações dos nossos caminhos se encontram em pontos comuns que vão se multiplicando diariamente quando nos encontramos, deixando que as sementes geradas estejam devidamente preparadas para nos trazer mais do que frutos que nascem e logo depois deixam de existir, criando uma coexistência das nossas histórias, das escolhas que fizemos e dos momentos em que estaremos juntos novamente.
Momentos podem ganhar definições tão variadas que pouco a pouco vamos transformando-as em um modelo que nos acompanha por toda a vida, que gradativamente cresce e traz seus frutos, que nos mostra estações com suas belezas únicas, com jeito de ciclos que só serão percebidos nos passos seguintes, tornando-nos mais completos ou até mesmo mais sábios...
Só que isto também nos deixa a oportunidade para olhar as lembranças com um cuidado diferenciado, que nos coloca diante de percepções que por vezes só são obtidas após um novo percurso ter sido percorrido, abrindo outras janelas que nos trazem as luzes necessárias para que tenhamos novos ângulos de visão, percebendo como cada dia só se faz valer quando nossas raízes são devidamente regadas e nos transmitem as lições que nos permitem viver.
Então tudo passa a ganhar um sentido maior, os sentimentos vão passando por ajustes, como se o nosso próprio aprimoramento se estendesse até outra pessoa, através das lições absorvidas, das experiências divididas, dos caminhos percorridos lado a lado e do simples fato de ter encontrado quem também vai nos ensinando a viver...
Aí podemos olhar com outros olhos para o nosso passado, deixando que passos não sejam âncoras, mas apenas espalhem um pouco mais de nossas raízes pelo mundo que carregamos em nós mesmos e que em certos dias mais inspirados podemos compartilhar com alguém...
E desse jeito vamos também acompanhando as floradas que denotam a passagem do tempo, os frutos que provamos vão apenas tornando o caminho mais doce ou não, dependendo também da nossa capacidade em compreender que assim como os dias precisam das noites, nós temos que aprender a olhar com carinho a tudo o que pode nos fazer bem ou mal... sem que isto signifique se perder ou então derrubar cada uma das pontes construídas ao longo da vida.
Mesmo assim tudo o que frutifica também pode servir como uma lição deixada a alguém, abrindo caminho para que no futuro as folhas que o outono transforma em adubo não sejam vistas como ruins, mas como o combustível que nos mostra uma nova oportunidade para cuidar de um jardim que abrigamos em nós mesmos...