segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cada um dos caminhos e sonhos

Nenhum dos sonhos que compartilhamos vai ficar trancado em uma caixa, esquecido em um canto, como se estivéssemos à mercê do comum, do trivial tão conhecido que parece inevitável...
Mas para que isto aconteça é preciso olhar com mais calma para nós mesmos, o que temos na essência oferecida entre nós, que fazemos questão de mostrar para que não esqueçamos dos laços que formamos.
Por isso mesmo também olho adiante para não deixar que nossos laços se desfaçam ou caiam no esquecimento, colocando em cada horizonte um pouco mais do que encontramos hoje, abrindo caminho para que nossos passos também tragam nossa história.
Então observo calmamente seus passos acompanhando os meus, sem que isto os impeça de escolherem caminhos separados, da mesma forma com que foram nos conduzindo até o presente em que estamos lado a lado, que podemos observar as mesmas paisagens e ainda assim levar nossos olhos aos lugares que se transformam em histórias que trocamos um com o outro...
E esta caminhada contempla nossos sonhos conjuntos, assim como faz com que cada sonho individual faça parte de uma história que não segue uma única linha reta, comportando curvas, paisagens diversas e que também nos colocam dentro dos desejos que nos pertencem...
Também neste pertencer é possível olhar detalhes que vão fortalecer os laços que construímos, laços que podem se abrir o suficiente para abraçar novas histórias, que se encaixam perfeitamente no presente que compartilhamos e que oferecemos um para o outro, deixando as páginas seguintes livres para abrigar as lembranças que estão por vir... da mesma maneira que fazemos hoje...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Entrelaçar caminhos ramificados...

Cada uma das ramificações do caminho vão entrelaçando vidas, sentimentos e o que podemos compartilhar, trazendo e levando parte de histórias que não chegarão ao fim enquanto estiverem conectadas com nossos passos de agora e futuros, carregando os encontros e desencontros que nos tornam importantes um para o outro...
Com todas as distâncias percorridas lado a lado podemos também olhar os caminhos que nos cercam e são partes da nossa história individual, o que nos molda lá na essência, que faz vir à tona quem somos através de gestos que saltam aos olhos ou simplesmente tocam a alma.
Por isso mesmo vamos nos apegando, ligando nossas histórias mais profundamente, fazendo com que nossas raízes se enlacem, criando mais e mais ramificações para um futuro certo cheio de incertezas tão certas que tornarão os dias ainda mais únicos.
E então tudo vai se transformando, vai ganhando um pouco de nós a cada dia, somando pouco a pouco, sem que haja subtração, nem que a divisão das histórias individuais se sobressaia ao que construímos, ao que criamos e ao que entregamos um para o outro...
Com isso vamos percorrendo nossos sonhos, nossos passos que nos levam aos lugares que nos dão força para seguir o caminho, para olhar ao redor e observar que os jardins também precisam se adaptar às estações para viver ao invés de apenas sobreviver...
Mas tudo o que encontramos vai traçando mais e mais palavras na história que escrevemos conjuntamente, que vai nos mostrando outras ramificações, que deixa sementes a serem revisitadas, que vão colocando diante de nós um novo nascer do sol, outros luares acompanhados de estrelas e as nuvens que trazem chuvas para regar nossos jardins e levemente limpar a alma.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Histórias que repousam nas pétalas

Cada uma das gotas de orvalho que descansa sobre as pétalas pela manhã nos traz uma história, nos dão motivos para que olhemos o passado de forma única, assim como fazemos ao estarmos diante um do outro, para que o mundo que criamos seja repleto de jardins que vão nos ensinar como aproveitar melhor cada dia...
Só que aquelas mesmas gotas também nos mostram a importância das lágrimas que foram disfarçadas sob a chuva, que seguiram caminhos tão distantes quanto nossos sonhos e passos podem imaginar e nos levar, mas sem que isso signifique querer voltar atrás.
E aí percebo que até mesmo as pétalas das flores vão preencher lacunas ao longo dos tempos que em outro instante pareceriam vazias demais, sem um tom marcante, sem um perfume característico ou uma história para contar...
Mas quando as pétalas repousam sobre o solo também apontam para um destino que poucas vezes imaginamos, pois as mesmas flores vão se alimentar de cada folha, de cada pétala que as formaram, e assim somos nós, quando as nossas experiências nos fortificam e dão a certeza de que cada decisão não é mero acaso, por ter a certeza de que as decisões vão passar por estações e provações...
Então as histórias que dividimos são sementes de flores que já podem ter florido ou que ainda poderão exalar seus perfumes quando olharmos todo o caminho que percorremos... seja para ainda olhar o nascer do sol secar as gotas das pétalas ou para que o dia de chuva possar levar consigo as lágrimas de toda natureza...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Os sonhos mais doces

Cada sonho vai compondo um outro lado do mundo que criamos, sem que isso nos isole daquilo que nos cerca, unindo nossos mundos distintos com os daqueles que cruzam nosso caminho, que vão nos mostrar as lições que precisaremos aprender em dado momento, de maneira tão precisa e única que somente após longos dias poderemos perceber o que realmente ocorreu.
Isto revela um pouco dos sonhos que criamos, das pessoas que cultivamos conosco, daquelas pessoas que apenas vieram regar algumas sementes e que também receberão um pouco do nosso eu quando ao nosso lado...
E assim os passos que se seguem ganham maior envergadura, são como asas que nos levam mais rapidamente ao lugar que deveremos ir, aonde o estar se aprofunda através do ser, daquilo que plantamos nos corações das pessoas e do que resolvemos levar conosco.
Mas isso tudo só fará sentido se pudermos olhar com maior cautela o que deixamos no caminho, tanto no nosso próprio quanto no dos outros, e talvez as maiores surpresas sejam encontrar as respostas que fizeram com que houvesse um aprendizado mútuo.
Mesmo assim os dias compartilhados vão ficando para trás quando nos separamos, se deixamos de ter uma determinada presença em nossas vidas, em cada história que criamos em conjunto, nas palavras que foram ditas e na forma como o silêncio disse muito mais...
Só que ao olhar nossas histórias vamos ter que observar com cuidado as lições aprendidas, as lágrimas que percorreram distâncias longas demais para se contabilizar, mas também é preciso notar como a alma se mantém intacta quando tudo o que foi doado foi verdadeiro, único e o melhor que pudemos entregar...
E este entregar vai além de mera confusão com um empréstimo datado, é algo que não sai apenas do momento, de um achar, mas vai fundo da essência de quem esqueceu de amargar a alma para sempre querer colocar um sorriso nos rostos das pessoas...
Talvez o sentido dos sonhos também vá mudando, não porque perdemos a capacidade de imaginar, mas por olharmos para trás e colocarmos à frente um horizonte muito melhor, não para deixar a história ser amarga, mas para ter a plena certeza de que a doçura só será possível se com o passar dos dias pudermos aproveitar nossos jardins para melhorarmos e adoçar a vida de mais alguém...

domingo, 23 de dezembro de 2012

Detalhes dos caminhos

De todos os caminhos que percorro ao seu lado muito posso dizer, criar e eternizar, assim como são os caminhos trilhados individualmente, por curiosidade, para um aprendizado e também para colocar o devido valor em tudo o que dividimos, naquilo que construímos por nós ao estarmos a sós e também quando nossos passos estão lado a lado...
Mas nem sempre é possível ter a real dimensão do que se encontra pelo caminho, dos dias em que cada detalhe foi além do estar ali, preenchendo mais e mais maneiras de se observar com todo o cuidado quem ao lado se encontra, com suas histórias, com suas percepções e também do modo como tudo vai se conectando ao longo do tempo...
Só que além disso é preciso olhar para as janelas do mundo que preservamos, que vamos moldando, que também deixamos moldar a si próprio e que a cada jornada nos mostra que as mudanças sempre serão reflexo do que plantamos há muito, mas que talvez não tenhamos percebido daquela maneira.
E também vou tentando descrever com palavras o que mais chama a atenção, cada passo dado, visando dar o máximo de detalhes, mas esta tarefa consome todas as palavras e ainda assim se encontra incompleta, sem que seja abandonada ou até mesmo minimizada.
Deste ponto em diante o que antes parecia certo ganha contornos distintos, vai me mostrando uma história que não é escrita antecipadamente por completo, mas vai trazendo novas dimensões para o que se sente, o que se experimenta e o que se vive, ao mesmo tempo em que aproveita cada cenário para se tornar inesquecível...
E isso tudo vai apenas somando o que se torna indivisível, que pode não saltar aos olhos de todos, mas aos nossos já é unicamente perfeito, fruto de cada experiência e do que ainda virá, apenas para tornar real as percepções que hoje compatilhamos e trazemos à vida ao simplesmente viver...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Paisagens com a idade da alma

As paisagens que nos acompanham durante a vida são reflexos diretos de quem somos, do que semeanos e da maneira como acabamos cuidando de quem está ao nosso lado, mesmo em momentos em que uma chuva pode nos molhar ou quando as sombras nos protegem do sol por alguns instantes...
Mas o que mais chama a atenção mesmo é a maneira como lidamos com as paisagens dos outros que vão complementando as nossas, que se integram perfeitamente, que alocam nuances que isoladamente não teríamos e do modo como nos ligamos a quem nos trouxe tal visão.
Mesmo assim podemos apreciar as folhas que se somam no solo para retornarem ao seu explendor num futuro próximo, não de maneira idêntica, mas perfeitamente distinta, com uma nova história, com novo perfume e um magnetismo que atrai o olhar.
E então os caminhos vão contando como as vidas se entrelaçam, como se conectam, a maneira como se unem no exato instante em que precisamos, mesmo quando isto nem sempre é levado em conta, mas torna ainda mais especial o que sentimos...
Aí é possível também observar que a minha dedicação sai do comum, mesmo entrando em um campo que pode ser comum, mas que devido às experiências e histórias distintas ganha um sabor diferente, trazendo consigo raízes que buscam na essência de nossas escolhas o que é realmente importante para entregar...
Só que as escolhas por mim efetuadas não são acaso, assim como as suas, quando ao meu lado, parecem se conectar perfeitamente com o mundo que nos cerca, com as escolhas individuais que fizemos e que se encontram delicadamente, perfeitamente e sem apagar o outro.
Por esta razão o que é sentido sai em busca do que existe nestes dois mundos que se encontram, que vão moldando a história que escrevemos quando juntos e individualmente, para nós e por nós, mas também sempre que outras paisagens se conectam com o que criamos e se transformam em lugares sagrados que visitamos diariamente para crescer e também cultivar a juventude da alma...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Além do silêncio do horizonte

A transformação da noite em dia nos permite observar que os horizontes mudam mas não perdem suas essências, nos levam a observar com mais calma quem nos acompanha, quem recebe mais atenção e faz com que as distâncias sejam encurtadas, como forma de mostrar que a duração de cada momento se deve à importância que damos ao ter a capacidade de compreender o ocorrido.
Dias ou noites são complementares, únicos e convivem em uma harmonia que levamos tempo para entender, mas o melhor é que a cada nascer do sol ou da lua podemos fazer com que aqueles momentos valham e se façam presentes em memórias que cultivamos, para compartilhar futuramente...
Mas quando os horizontes acabam afastando momentaneamente as pessoas que são parte de nossa história, mas também são estes mesmos horizontes que admiramos um ao lado do outro para não esquecer a presença e saber que nenhuma lembrança existe em vão...
Talvez por isso podemos olhar para trás e entender que cada horizonte vai fazer dias e noites se separarem e unirem, vai criar a linha que divide e mesmo assim não consegue abrir espaço para que ambos se afastem, assim como as histórias que vamos escrevendo se encontram e nos trazem surpresas...
E então tudo o que sai de nossa essência vai além do que os olhos podem ver, mas também coloca em cada palavra pronunciada o efeito que encanta, que faz da admiração algo presente e me traz a chance de saber que desde aquele primeiro pôr-do-sol dividido a minha história tomou nova proporção com a sua presença...
Aí encontro novamente razão para usar certas palavras, para deixar que ao seu lado a imaginação flua continuamente, mas além disso também posso fazer com que possamos encontrar outros horizontes para apreciar conjuntamente... e fazer com que esta história seja repleta de palavras, silêncios, olhares e do ouvir em silêncio...