sexta-feira, 19 de julho de 2013

Do ir e vir

Idas e vindas são visões diferentes de trajetos percorridos em sentidos que não podem ser comparados, mas que no fundo se conectam perfeitamente que é impossível tentar reescrever nossa história sem que tais caminhos sejam citados...
Ir não é meramente uma partida que nos coloca em um caminho a seguir, assim como o vir não significa retornar, pois ambos são trajetórias que apontam para horizontes que se tornarão identicamente distintos e similares em nossas lembranças de encontros anteriores.
Mas somente isto não revela a conexão real das longas caminhadas que usamos para olhar o mundo ao redor dos mais diversos ângulos, criando lembranças que ligam pontos que se transformam em nossos portos seguros, que nos deixam contar com companhia ou buscar novos contos para dividir com quem nos aguarda...
E assim mesmo vamos notar que são as leves percepções diferenciadas que mais aproximam os mundos que cada um carrega dentro de si, aquilo que levam em seus corações e deixam livre para que os sonhos habitem as memórias daquilo que ainda faremos.
Então podemos olhar para as histórias em que saímos em busca de nós mesmos sem precisar caminhar muito, estando dentro das histórias que já se alojam em uma definição de passado que faz do presente o que era um possível futuro, mas que logo estará dentro de uma página entre o início e o fim...
Mesmo assim o que nós gostamos de dividir sempre vai além dos pontos de começo ou término, ficando eternamente presentes entre os intervalos dos pés que tocam os solos e se transformam em passos, deixando que mais páginas sejam preenchidas com novas experiências e sentimentos que por vezes residem apenas entre dois corações...
Daí em diante vamos começar a entender que cada caminho se desenha de maneira diferente, que quando entregamos ao outro nossas melhores histórias vamos na verdade formar laços que passam a ter no alongar ou encurtar de distâncias aquilo que vira a referência das idas e vindas e seus diversos espectros.
Por isso mesmo é que nenhuma história acaba totalmente isolada, solitária como se nada mais existisse, deixando evidente que entre as partidas e chegadas residem histórias que vão nos dar mais vida e possibilitar que o nosso chegar ou sair ainda resultem nas emoções que dão asas aos sonhos de quem vive...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Distâncias que nos aguardam

Aprender que as distâncias nos fazem ter mais para dividir é fundamental para a vida, levando-nos a gerar histórias que vão encontrar repouso nos ouvidos de quem nos acompanha, além de apontar para os instantes em que nos colocamos como ouvintes para viajar aos mesmos lugares das memórias de quem se encontra do outro lado da história...
Passamos por tantos caminhos quanto podemos nos recordar, levando conosco imagens e sentimentos que nos reencontram mais à frente para refrescar a memória e mostrar que todas as vias trilhadas resultam em frutos se deixarmos que as histórias nos levem e sejam levadas ao mesmo tempo...
Do mesmo jeito vamos tomando para nós um pouco de cada um que passa pelas nossas vidas, como se guardássemos em nossas memórias os momentos em que desfrutamos das melhores companhias, compartilhando sorrisos e observando cada palavra pronunciada.
E então tudo passa a fazer mais sentido, os dias não são mais formas isoladas de se reservar páginas já preenchidas ao passado, carregando conosco as histórias já vividas de maneira tão presente que não faz diferença a quantidade de horas, dias ou anos que se passaram...
Só que para isso acontecer é preciso que tenhamos vivido momentos de verdade, dividido um pouco de nós com quem sempre quis estar ao nosso lado e que por ventura carregamos em nossos corações por tanto tempo quanto seja possível seguir pelos caminhos intermináveis que nos aguardam...

terça-feira, 16 de julho de 2013

As distâncias do tempo em nossas histórias

O tempo das histórias que escrevemos diariamente acompanha nossas lições, colocando-as em lugares que vão nos mostrar as mais diversas recordações, deixando que as linhas do presente ganhem outras tonalidades conforme caminhamos em busca de palavras que preencherão as páginas que ainda nos são reservadas.
Talvez seja necessário olhar que por vezes o tempo não é devidamente absorvido durante certos dias, como se de repente fugisse da nossa compreensão e nos deixasse órfãos por breves momentos, onde os acontecimentos trouxeram memórias que ainda não foram devidamente compreendidas.
E por isso tudo o mais que se encontra em nossa história parece ficar sem um solo rígido para se sustentar, como se de repente tudo abaixo de nós se liquefizesse de tal maneira que até mesmo a sensação de não se poder fazer nada chegasse às linhas que acomodam nossas histórias...
Mas ainda assim precisamos olhar que as histórias só vão se desenhar quando as deixarmos fluir conosco, caminhando pelos percursos que nos encantam, que trazem lembranças, que ficam gravados em recordações que passamos a saber de cor por termos experimentado aquilo que vai nos moldando durante a vida...
Então vamos começar a notar que as alegrias e suas ausências pontuam nossa história de forma a mostrar um equilíbrio com o qual aprendemos as maiores lições, deixando que os momentos felizes e seus opostos também marquem as linhas que com o passar dos anos ficam mais leves, mesmo carregando mais e mais palavras que ganham pesos diferentes entre os passos que nos levam mais longe...

domingo, 14 de julho de 2013

No tempo das estações

Histórias vivem estações que tornam as decisões mais interessantes, fazendo com que possamos escolher as melhores palavras que carregamos na forma de sementes que se alojam em territórios receptivos ou não ao nosso melhor, mas também mostrando que por muitas vezes certas desilusões ocorrem ao não entendermos plenamente os estágios de uma estação...
Isso coloca em evidência como lidamos com tudo, alguns partem de pontos que revelam uma natureza onde apressar tudo pode ser interessante, enquanto que para outros tudo tem seu devido ritmo que vai escrevendo nas páginas do dia a dia um pouco mais sobre o que ocorre.
Por esta razão é fácil compreender as fontes exclusivas de cada história, como lidamos com as sementes que recebemos, de que forma nos conectamos com as estações e então começamos a escolher com maior clareza a hora certa de semear...
E também temos que olhar ao mundo que nos rodeia, fazer com que nossas histórias individuais se conectem com as demais, mesmo que seja por uma breve estação, mas também deixando a certeza de que outras tantas histórias irão nos acompanhar por inúmeros floresceres.
Deste jeito passamos a tomar uma outra consciência daquilo que praticamos, do que semeamos ao caminhar pelos mais variados horizontes, seguindo trilhas que nos presenteiam com sombras e espaço suficiente para deixar ali um pouco de nós, do mesmo jeito que levamos conosco um retrato em forma de memória daquilo que encontramos...
Talvez por este costume é que por certas vezes somos surpreendidos, mas na verdade partimos de imagens que mostraram um momento, que não envolveram todas as estações e que podem ir mais rapidamente para um ponto sem volta...
E com isso vamos observando mais atentamente o que nos faz passar pelas estações que se transformam em sentimentos, em desejos que frutificam ou se transformam em sementes quando realizados, e assim teremos que compreender que os ciclos não são interrompidos repentinamente, pois devemos olhar atentamente o que fazemos com nossas estações, até que possamos deixá-las entrar em sintonia com estações que irão mostrar que cada história percorre caminhos similares, mas não na mesma sequência ou tempo...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Iniciar novas linhas

Inícios são continuidades a partir de novas linhas que nos deixam contar tantas histórias que pouco a pouco se fundem em um contínuo seguir que não se finda realmente, mas abre espaço para que as lembranças futuras nos permitam ainda escrever inúmeras páginas por meio de quem ainda nos leva em suas lembranças.
Sempre que olhamos para trás percebemos que muitos dos começos têm outra linha que se inicia, deixando que nossos sonhos encontrem um terreno maior para firmar suas bases, tomando o impulso necessário para alcançar os pontos mais altos e distantes, velejar nos mares e rios ou então se acalmar em frente aos lagos que pontuam os territórios...
Então passamos a relembrar os dias em que mudamos a linha em que escrevemos nossa história, como se mudássemos o caminho, quando na verdade apenas acrescentamos curvas áquilo que nos pertence, criando bifurcações que nos conectam com aqueles que também compartilham seus passos conosco enquanto andamos lado a lado.
E com isso deixamos uma infinidade de pensamentos e sonhos se conectar, fazendo valer um diálogo que nos aponta direções mais interessantes, sem que isso signifique aprisionar um ao outro, mas sim trazer ao presente cada experiência que se absorveu em uma lição que se encaixa perfeitamente no agora...
Mas também se faz necessário seguir os caminhos já trilhados anteriormente, pois muitas das lições já foram escritas e ficam preservadas nas linhas que precisamos percorrer uma ou mais vezes durante a vida...
Talvez por isso as linhas da vida não podem ser tratadas como inícios e fins, mas como continuidades que nos levam a encontrar nosso melhor e o que nos permitirá aprender ou revisitar lições que já residem em nosso interior...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Preenchendo as linhas...

Todas as linhas das nossas vidas são preenchidas a seu tempo, algumas já parecem muito naturais e vão nos mostrando as palavras seguintes mais rapidamente, enquanto que outras vão se conectando às demais conforme andamos, passeando em busca de respostas e fazendo com que o compartilhar dos sentimentos seja ligado com as essências que sem cruzam conforme caminhamos.
Mas cada linha carrega seu ritmo, sua estruturação de palavras e sentimentos que se fundem da mesma forma que se aproximam e afastam, indo e vindo, nos acompanhando e deixando partir, saindo e entrando nos pontos que os laços formam com o passar dos dias.
É possível dizer também que se as linhas fossem retilíneas tudo pareceria sem graça, mas de tempo em tempos vamos encontrar retas que são sucedidas por curvas, subidas e descidas que se ligam às planícies e planaltos que nos dão outras visões sobre aquilo que estamos procurando, deixando os ângulos muito mais amplos e restringindo os pequenos deslizes que por ventura aconteçam...
E daí em diante tudo o que se segue é fruto do que já traçamos anteriormente, como se já soubéssemos que os rios e mares com suas curvas e ondas estivessem prontos a nos mostrar como aproveitar os ventos que nos trazem nuvens, gotas de chuva e o refresco quando o céu está límpido sob o sol...
Também vamos trazendo conosco cada experiência que se encontra escrita numa daquelas linhas que não segue um rumo fixo, assim como as conexões que fazemos ao longo da vida e nos revelam que todas as lições não podem ser meramente precificadas...
E então passamos a deixar nossas responsabilidades mais hábeis no que toca ao sentimentos que se envolvem com laços que não irão se desmanchar se as linhas em que se formam não chegam ao ponto final de maneira repentina, pois até mesmo certos fins são apenas o princípio da compreensão de que cada história não é formada pela eternidade, mas pelo recheio que fica entre o início e o término de tudo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A sintonia das estações conectadas à saudade

A saudade é o laço que nos conecta, que nos deixa apreciar novamente as presenças que por momento se ausentam de nossos olhos, mas que em breve tomarão para si toda nossa atenção, com o vigor e a cumplicidade, deixando que outras histórias se entrelacem para futuramente servir de recordações de quem nos acompanha...
Por certas vezes é preciso ir além do que se enxerga, deixar a mente voltar a encontrar quem nos traz lições vitais, mas também faz com que possamos ver claramente quais foram as trocas mútuas, as construções conjuntas e o que fez o caminho percorrido ganhar novas tonalidades.
E então poderemos acompanhar quaisquer horizontes que nos deixam sair em busca dos sonhos plantados há muito nas planícies mais férteis, mas que também se fazem constituir por montanhas que protegem da mesma maneira cada sonho e nos fazem olhar além do hoje enquanto bem acompanhados.
Ainda assim temos que observar claramente quais são as tais pedras fundamentais que nos dão uma base sólida para construir o que há de melhor, sem impedir que rios ou mares se aproximem, mas também deixando espaço suficiente para que as margens de areia sejam campos propícios a gravar passos ou palavras que podem ser levadas para longe com uma brisa ou o leve toque das águas, mas também pode ser a fonte de inspiração para um novo velejar...
Só que somente isto não fará com que as histórias se entrelacem perfeitamente, deixando sempre um espaço para que encontros futuros sejam sentidos, lembrados, recordados e agraciados com aquela presença que nos faz sorrir, alcançando sonhos partilhados, tendo nos desejos declarados a certeza de que as asas que suportam nossos sonhos também nos deixam velejar pelas águas que descem das nuvens e tocam as melhores sementes...
Talvez por isso tenhamos que deixar as lembranças revoar o mundo das recordações e tocar as mais íntimas histórias, o mais leve entrelaçar de dedos, as palavras sussurradas ou um simples olhar que preenche milhares de páginas tão rapidamente que podem escrever vidas inteiras sem precisar de palavras, revelando que, no fundo, somente as melhores sementes que trocamos vão deixar os verdadeiros laços brotar na mais perfeita sintonia e estação...