quarta-feira, 27 de abril de 2016

Laços e sementes

Todas as sementes que deixamos gerar em nós mesmos algo melhor são parte de uma história construída continuamente e que pode levar a deixar bons frutos pelos caminhos que trilhamos, conforme nossos passos são acompanhados por linhas que se preenchem com as vivências diárias que nos trazem companhias inesquecíveis e também lugares que não viremos a reencontrar mais...
As nossas sementes são somas daquilo que cultivamos em nosso interior, advindos de cada experiência que nos revela um pouco mais de quem somos e como as deixamos criar ramificações em cada instante vivido, para então doarmos um pouco do que levamos conosco àqueles que nos encontram pelos mais diversos caminhos...
Mas ainda assim é preciso olhar como cada uma das sementes é completamente diferente das demais por trazer ali um pouco daqueles que por nossas vidas passam, tornando-se também um pouco de nós ao levar os momentos divididos e levando àqueles que ainda não encontramos um pouco de uma história que se fez em conjunto....
E é interessante saber que as raízes de quem somos crescem conforme nossas histórias são passadas adiante, com quantas ramificações se encontram ao ter contato com os demais e como formam tecidos que se encontram através dos laços que nos deixam escrever pelas linhas adiante as novas histórias que talvez se findem quando não mais compartilhadas da mesma maneira...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Passos atemporais

Deixar que nossos passos carreguem nossas histórias faz com que os dias vividos sejam somas de experiências que nos tornam quem somos hoje, colocando-nos em contato com cada laço que formamos e também se desfizeram, para que em breve tenhamos a certeza de que os caminhos mais certos pelos quais podemos passar são os que nos dão o presente do presente...
Cada um dos nossos passos é recheado por conexões que nos abrem caminhos distintos quando passamos por alguém, do mesmo jeito com que cada um que habita um pouco de nosso caminho recebe as oportunidades de conhecer mundos diferentes e que nas similaridades encontram diferenças sutis que abrangem momentos tão curtos quanto longos...
Talvez por isso haja a dualidade tão presente nos dias em que escrevemos nas páginas que se somam a cada amanhecer, como se apenas duas linhas fossem necessárias para formar as escolhas, quando no fundo cada um se parece com um tecido que envolve tantas histórias quanto possível...
Mas aí também vamos olhar para o que já não se faz mais presente, para as escolhas que nos colocam mais próximos de nós mesmos em cada instante, na maneira como cada vida é unicamente múltipla por trazer a cada novo dia as linhas que serão somadas as que já escrevemos anteriormente e nos darão sustento para dar novos passos...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nas somas das histórias

Cada dia é tão único quanto o fazemos de tal forma, com os laços que formamos, com cada linha dos demais que passa a se ligar com as nossas, preenchendo páginas que se prolongam sem determinarmos um valor comum a cada uma, pois o que faz cada dia valer não é a diferença entre coisas boas e ruins, mas o quanto aprendemos ao longo da vida que se fez presente naqueles instantes...
Mas também é preciso olhar mais profundamente para a maneira como as nossas histórias continuam a ser escritas a partir de pontos que em certos momentos já não lembramos de forma tão presente, como se guardássemos um pouco de nós em lugares que futuramente voltaremos a visitar...
Outro fator interessante é que cada linha também não é limitada, pois se conecta com tantas outras que formam um tecido vivo de memórias e histórias que deixam o viver único, lembrando-nos das vezes em que certas gavetas repletas de páginas que nos mostram os caminhos trilhados que apontam para lugares que nos deixam mais íntimos com quem somos e como vamos desenhando pelas linhas seguintes ao escrever a história recheadas de histórias de nossas vidas...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nas raízes e linhas

Nenhuma das linhas da vida permanece vazia, assim como todas se conectam com o passar dos tempos onde estamos presentes e nos fazemos presentes em nossas próprias vidas, não abrindo mão de um viver que se preenche através das linhas que nos acompanham a cada novo dia...
Em cada linha há um atalho para as histórias passadas e vindouras de nossas vidas, mostrando-nos que não podemos fugir de nós mesmos e também não vamos desenhar pelas linhas e páginas alheias sem que tenhamos nos conectado com o outro lado...
Talvez por isso sejamos muito mais do que páginas que se ocupam de receber histórias a cada novo dia, pois os capítulos são somas que não se fecham ao fim do dia, mas que se abrem para unir o que já vivenciamos e o que ainda traremos a nós durante os próximos passos...
Desta maneira passamos a entender que o tecido da vida nos dá a chance de tornar cada laço um porto no qual ancoramos de vez em quando, para que possamos revisitar a nós mesmos e às histórias que compartilhamos com que resolve se aventurar um pouco ao nosso lado, do mesmo jeito que fazemos ao construir novas histórias de maneira conjunta quando a outra história precisa de um pouco de nós mesmos para seguir preenchendo as linhas que se enraízam em nossas vidas...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Caminhos vazios

Aqueles que não valorizam a vida sempre buscam ter o máximo de coisas no menor tempo possível, sem se dar conta de que se transformam em meros passageiros de momentos vazios e sem destino certo, abrindo mão de companhias que apontam para outros horizontes para se fechar em si mesmos num vazio tão imenso que não se preenche por ser um eterno passar sem gravar a própria história...
Vazios podem ser preenchidos quando se sabe viver, quando os dias nos revelam horizontes desconhecidos através daqueles que conhecemos, como se fossem índices de oportunidades para se melhorar e também trazer a nós mesmos um pouco mais de quem somos ao partilhar momentos que se eternizam em vidas que sabem conviver...
Mas também vamos olhando as inúmeras oportunidades que surgem com o passar dos dias para acolhermos as que nos pertencem, as que sabemos que vamos aproveitar por completo e também poderemos ter o que oferecer a quem nos acompanhar, pois mesmo nas jornadas solitárias levamos conosco muitas pessoas que pela nossa vida passaram, do mesmo modo com que o contrário também irá se refletir em momentos onde nos recordamos de alguém...
Só que mesmo assim a vida também nos mostra como algumas pessoas deixam de viver para apenas serem levadas sem rumo, tornando-se cada vez mais vazias por não conseguir compreender como cada pessoa que passa pela nossa vida também pode nos acompanhar, pois para o vazio o descartar não é uma escolha, mas a regra para todos...

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Mais do que percepções

Nas percepções que nos acompanham diariamente é preciso olhar como a história que escrevemos vai se moldando ao que trazemos e vamos usando conforme caminhamos, para que cada nova linha preenchida se encaixe no tecido que faz a vida ter portos e laços que nos fortalecem e fazem valer as lições que compartilhamos...
Cada percepção é tão única que não voltará a se repetir, talvez fique próxima de outra, mas não irá se encaixar naquele mesmo espaço da anterior, pois vamos percorrendo nossos caminhos e realizando viagens, acompanhados ou não, para levar nossa história ao encontro das mais diversas felicidades que dão aos inúmeros laços a força ideal para que não se sufoquem ou abram...
Mas isto é apenas uma das linhas com as quais lidamos todos os dias, é interessante fazer de nossa história mais do que meras palavras seguidas umas das outras, tampouco é ideal que o vazio seja a constante com a qual preenchemos o viver dentro das linhas que diariamente se destinam a guardar nossas histórias...
E ainda assim é interessante olhar como as nuances presentes nos presentes de cada dia contemporâneo que nos levam a escrever um pouco mais sobre quem somos e como vamos acomodando um pouco dos demais que por nossas vidas passam e acompanham, independentemente do tamanho do percurso trilhado, mas com a certeza de que certos laços são conexões que nos tornam únicos de forma acompanhada...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sem substituir

Momentos não são substituídos, pois se conectam com as histórias dos momentos anteriores de forma a trazer ao presente tudo o que vivenciamos, cada experiência que nos permitiu chegar até este agora que em breve ficará guardado em memórias que irão nos mostrar os caminhos que percorremos e passamos a carregar conosco por tempo indeterminado...
Mas cada momento é tão único que por vezes tentamos reviver o que não se repete, pois a cada instante novo a similaridade com o anterior apenas aproxima cada situação do que já foi vivido...
E assim é possível observar como as supostas repetições são repletas de detalhes que as diferenciam e aproximam, o quanto levamos conosco de cada encontro e como também deixamos uma parte de nós ao compartilharmos um pouco de nós com alguém...
Talvez por isso seja interessante olhar como as páginas que preenchemos diariamente são repletas de similaridades que não se igualam plenamente, pois o viver vai além do mero repetir...