quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Caminhos vazios

Aqueles que não valorizam a vida sempre buscam ter o máximo de coisas no menor tempo possível, sem se dar conta de que se transformam em meros passageiros de momentos vazios e sem destino certo, abrindo mão de companhias que apontam para outros horizontes para se fechar em si mesmos num vazio tão imenso que não se preenche por ser um eterno passar sem gravar a própria história...
Vazios podem ser preenchidos quando se sabe viver, quando os dias nos revelam horizontes desconhecidos através daqueles que conhecemos, como se fossem índices de oportunidades para se melhorar e também trazer a nós mesmos um pouco mais de quem somos ao partilhar momentos que se eternizam em vidas que sabem conviver...
Mas também vamos olhando as inúmeras oportunidades que surgem com o passar dos dias para acolhermos as que nos pertencem, as que sabemos que vamos aproveitar por completo e também poderemos ter o que oferecer a quem nos acompanhar, pois mesmo nas jornadas solitárias levamos conosco muitas pessoas que pela nossa vida passaram, do mesmo modo com que o contrário também irá se refletir em momentos onde nos recordamos de alguém...
Só que mesmo assim a vida também nos mostra como algumas pessoas deixam de viver para apenas serem levadas sem rumo, tornando-se cada vez mais vazias por não conseguir compreender como cada pessoa que passa pela nossa vida também pode nos acompanhar, pois para o vazio o descartar não é uma escolha, mas a regra para todos...

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Mais do que percepções

Nas percepções que nos acompanham diariamente é preciso olhar como a história que escrevemos vai se moldando ao que trazemos e vamos usando conforme caminhamos, para que cada nova linha preenchida se encaixe no tecido que faz a vida ter portos e laços que nos fortalecem e fazem valer as lições que compartilhamos...
Cada percepção é tão única que não voltará a se repetir, talvez fique próxima de outra, mas não irá se encaixar naquele mesmo espaço da anterior, pois vamos percorrendo nossos caminhos e realizando viagens, acompanhados ou não, para levar nossa história ao encontro das mais diversas felicidades que dão aos inúmeros laços a força ideal para que não se sufoquem ou abram...
Mas isto é apenas uma das linhas com as quais lidamos todos os dias, é interessante fazer de nossa história mais do que meras palavras seguidas umas das outras, tampouco é ideal que o vazio seja a constante com a qual preenchemos o viver dentro das linhas que diariamente se destinam a guardar nossas histórias...
E ainda assim é interessante olhar como as nuances presentes nos presentes de cada dia contemporâneo que nos levam a escrever um pouco mais sobre quem somos e como vamos acomodando um pouco dos demais que por nossas vidas passam e acompanham, independentemente do tamanho do percurso trilhado, mas com a certeza de que certos laços são conexões que nos tornam únicos de forma acompanhada...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sem substituir

Momentos não são substituídos, pois se conectam com as histórias dos momentos anteriores de forma a trazer ao presente tudo o que vivenciamos, cada experiência que nos permitiu chegar até este agora que em breve ficará guardado em memórias que irão nos mostrar os caminhos que percorremos e passamos a carregar conosco por tempo indeterminado...
Mas cada momento é tão único que por vezes tentamos reviver o que não se repete, pois a cada instante novo a similaridade com o anterior apenas aproxima cada situação do que já foi vivido...
E assim é possível observar como as supostas repetições são repletas de detalhes que as diferenciam e aproximam, o quanto levamos conosco de cada encontro e como também deixamos uma parte de nós ao compartilharmos um pouco de nós com alguém...
Talvez por isso seja interessante olhar como as páginas que preenchemos diariamente são repletas de similaridades que não se igualam plenamente, pois o viver vai além do mero repetir...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

As mais leves das páginas

A leveza com que escrevemos cada página diária faz valer cada momento em que nos tornamos melhores, onde absorvemos cada experiência e vamos delineando os caminhos que desejamos seguir ao oferecer nosso melhor a quem nos acompanha e ajuda a tecer nossos laços que perduram tanto quanto necessário...
Muitos laços são tidos como vitalícios e em instantes já não se encontram mais tão próximos de nós, assim como muitos são vistos como passageiros e se somam às vidas que passamos a ter ao nosso lado...
Talvez por isso os dias exijam uma habilidade em lidar com quem somos e como os laços que ganhamos vão nos acompanhar mais profundamente, abrindo-se rapidamente quando já não se sustentam mais ou acompanhando-nos por tanto tempo que já não precisam mais ser datados...
E também temos que olhar para os laços que deixamos quando pudemos oferecer nosso melhor no instante ideal, como desenhamos palavras que não se apagaram com uma brisa, tampouco sofreram com o terremotos da vida que nos trazem percepções essenciais para saber que o viver não se faz ou desfaz pela não existência de um ou outro laço, mas como cada laço nos deixa um caminho aberto para que possamos seguir preenchendo as páginas seguintes ou deixemos que nossas lições perdurem em outras vidas...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A cada história que se encontra

O encontro de histórias faz com que as linhas que tecem o viver formem laços que nos permitem ter e ser companhia em alguns trajetos percorridos, mas também é necessário compreender que as lembranças ali gravadas vão unindo as histórias que nos trazem até o presente vislumbrando o futuro...
Por mais que as histórias pareçam distantes é interessante notar como as similaridades vão desenhando diariamente o que nos faz aproveitar mais o que ainda estamos escrevendo, como vamos fazendo destes encontros um novo horizonte e quanto passamos a compartilhar, mesmo em breves percursos...
Só que na vida cada linha conta com um repertório infindável de conexões, como se pudéssemos ter vivenciado as experiências de outras histórias, da mesma forma com que também não as vivenciamos...
E é a partir destas uniões que vamos nos conectando mais profundamente, é ali que deixamos nossas histórias se fundirem, talvez até confundirem, com aquilo que já temos gravado e deixamos formar as páginas que diariamente escrevemos...
Mas ainda assim é possível olhar para muitas histórias que vão nos mostrar certos pontos finais que se transformam em mudanças de direção, em afastamentos de certos caminhos, nas escolhas que dão às histórias a liberdade para serem escritas por outras mãos, mentes e almas...
Talvez por isso muitos não entendam prontamente como as histórias tecidas podem ter finais, quando no dia a dia há um infinito a se explorar, novas histórias para conectar e fazer das novas lembranças mais do que meros arquivos de experiências, trazendo para os futuros presentes não uma luz de um passado, mas a história que nos deixa chegar até aqui e faz valer cada um dos laços de quem resolveu dar um pouco de si e receber em troca um pouco de cada um de nós em cada encontro...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

No florescer da felicidade

A felicidade floresce apenas àqueles que sabem lidar com suas sementes, cultivando-as de maneira a desfrutar de sua presença por momentos tão ínfimos e perpétuos que se tornam lembranças de momentos em que parecemos estar longe do que nos aflige...
Mas o que representa cada instante de felicidade é fruto direto do que carregamos conosco para alimentar os dias, são revelações diretas de quem somos e como distribuímos o que há de melhor sem querer nada de volta, do mesmo jeito com que os rios alcançam os mares para depois se transformar em nuvens que escondem lágrimas através das gotas da chuva...
Só que mesmo assim temos que entender que os ciclos são necessários e vão nos formando durante o viver, trazendo-nos sempre as histórias de quem nos acompanha por breves trajetos e tecendo os jardins que podem ser cultivados...
Ainda assim é possível encontrar dias em que as sementes parecem não germinar mais, do mesmo jeito com que podemos nos esquecer de que as felicidades são plurais como estrelas que apontam os rumos que devemos tomar e como podemos enfeitar inúmeros céus alheios que talvez estejam escondidos atrás das nuvens...
E também vamos compreendendo que das muitas felicidades da vida são trilhados caminhos que nos oferecem aprendizados, talvez por isso muitos encarem o aprender como algo intransponível, pois em certos momentos há uma tendência em se achar que o outro pode ser mais feliz, só que a felicidade faz com que os laços que formamos sejam duradouros nas vidas tecidas em momentos que podem nos ensinar o que nem sempre entendemos no mesmo instante...
Talvez por isso os solos cultivados para a felicidade sejam tão escassos na vida de muitos, pois há uma preocupação excessiva com o que nos cerca e não nos é ideal...
E assim vamos olhando para trás e descobrindo que a felicidade é múltipla e única, tão abrangente quanto pontual, feita das linhas que preenchemos dia após dia e vindas de um passado que nos revela o futuro através dos presentes que temos a oferecer a nós e aos demais em ações e memórias que surgem quando cada um encontra novamente a felicidade...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nas somas diárias

Nossas histórias se encontram em linhas que escrevemos conjuntamente, na maneira como gravamos cada palavra compartilhada, no jeito com que falamos sem usar palavras, além de podermos ter a chance de unir cada vez mais as linhas da vida que decidimos preencher...
E a cada linha que nos une é possível ver que nossas histórias já não se separam mais, tampouco faz sentido tentar separar o que nos permitiu formar laços que desenham nossas histórias como se fossem apenas uma, e talvez assim o seja ao nos depararmos com tudo o que dividimos...
Mesmo assim é vital notar que por vezes deixamos que as mesmas linhas ganhem mais espaço ao tornarmos nossas memórias mais vivas com o passar dos anos, fazendo-nos ter no passado mais do que uma base para um futuro, pois em cada momento dividido vamos sempre somar...
Então também temos que observar melhor como nossas histórias estão entrelaçadas, ganhando cada vez mais detalhes que nos dão as certezas de que nossas dúvidas partilhadas nos levam a lugares onde nossos laços se fortalecem a cada novo dia...
Por isso passamos a ter histórias que nos movem a horizontes que por mais que tenham sido visitados jamais serão os mesmos, ainda mais quando nossos caminhos não são acasos de passos dados a esmo, mas formam as linhas que decidimos preencher um ao lado do outro, como forma de completar jornadas enquanto somos inteiros que se somam dia após dia...