segunda-feira, 11 de maio de 2015

No florescer da felicidade

A felicidade floresce apenas àqueles que sabem lidar com suas sementes, cultivando-as de maneira a desfrutar de sua presença por momentos tão ínfimos e perpétuos que se tornam lembranças de momentos em que parecemos estar longe do que nos aflige...
Mas o que representa cada instante de felicidade é fruto direto do que carregamos conosco para alimentar os dias, são revelações diretas de quem somos e como distribuímos o que há de melhor sem querer nada de volta, do mesmo jeito com que os rios alcançam os mares para depois se transformar em nuvens que escondem lágrimas através das gotas da chuva...
Só que mesmo assim temos que entender que os ciclos são necessários e vão nos formando durante o viver, trazendo-nos sempre as histórias de quem nos acompanha por breves trajetos e tecendo os jardins que podem ser cultivados...
Ainda assim é possível encontrar dias em que as sementes parecem não germinar mais, do mesmo jeito com que podemos nos esquecer de que as felicidades são plurais como estrelas que apontam os rumos que devemos tomar e como podemos enfeitar inúmeros céus alheios que talvez estejam escondidos atrás das nuvens...
E também vamos compreendendo que das muitas felicidades da vida são trilhados caminhos que nos oferecem aprendizados, talvez por isso muitos encarem o aprender como algo intransponível, pois em certos momentos há uma tendência em se achar que o outro pode ser mais feliz, só que a felicidade faz com que os laços que formamos sejam duradouros nas vidas tecidas em momentos que podem nos ensinar o que nem sempre entendemos no mesmo instante...
Talvez por isso os solos cultivados para a felicidade sejam tão escassos na vida de muitos, pois há uma preocupação excessiva com o que nos cerca e não nos é ideal...
E assim vamos olhando para trás e descobrindo que a felicidade é múltipla e única, tão abrangente quanto pontual, feita das linhas que preenchemos dia após dia e vindas de um passado que nos revela o futuro através dos presentes que temos a oferecer a nós e aos demais em ações e memórias que surgem quando cada um encontra novamente a felicidade...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nas somas diárias

Nossas histórias se encontram em linhas que escrevemos conjuntamente, na maneira como gravamos cada palavra compartilhada, no jeito com que falamos sem usar palavras, além de podermos ter a chance de unir cada vez mais as linhas da vida que decidimos preencher...
E a cada linha que nos une é possível ver que nossas histórias já não se separam mais, tampouco faz sentido tentar separar o que nos permitiu formar laços que desenham nossas histórias como se fossem apenas uma, e talvez assim o seja ao nos depararmos com tudo o que dividimos...
Mesmo assim é vital notar que por vezes deixamos que as mesmas linhas ganhem mais espaço ao tornarmos nossas memórias mais vivas com o passar dos anos, fazendo-nos ter no passado mais do que uma base para um futuro, pois em cada momento dividido vamos sempre somar...
Então também temos que observar melhor como nossas histórias estão entrelaçadas, ganhando cada vez mais detalhes que nos dão as certezas de que nossas dúvidas partilhadas nos levam a lugares onde nossos laços se fortalecem a cada novo dia...
Por isso passamos a ter histórias que nos movem a horizontes que por mais que tenham sido visitados jamais serão os mesmos, ainda mais quando nossos caminhos não são acasos de passos dados a esmo, mas formam as linhas que decidimos preencher um ao lado do outro, como forma de completar jornadas enquanto somos inteiros que se somam dia após dia...

quinta-feira, 19 de março de 2015

Linhas necessárias

As linhas necessárias para se escrever a vida são tão numerosas quanto únicas, levando-nos a formar laços que conectam palavras e almas, que nos deixam velejar pelos mares mais distantes através de histórias que chegam até nós por aqueles que se dispuseram a nos acompanhar em parte do trajeto...
Mas também vamos descobrindo que os pontos que delimitam as experiências não se findam como imaginado, pois as histórias individuais são compartilhadas de tal maneira que as lembranças sempre farão com que cada história permaneça tão viva quanto no instante em que foi escrita...
Por isso é interessante observar como as práticas das navegações e visitas a portos seguros também se preenchem de palavras que viram laços, que nos abrem novos horizontes e que nos presenteiam com visões distintas e únicas de um mesmo caminho compartilhado ao caminhar lado a lado...
Só que também vamos notando que as novas experiências não substituem as anteriores, pois a cada novo horizonte vamos continuando a história que já estava iniciada há muito, e que já veio repleta de experiências que apenas ouvimos e também poderemos provar...
E assim os dias vão guardando em cada linha o ideal para que tenhamos um rumo acompanhado do necessário, com horizontes e mares, com grandes escaladas e muitas descidas, formando laços e deixando que alguns se desfaçam, mas sem que nos esqueçamos de viver...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ínfima eternidade

Nossos caminhos representam as histórias que escrevemos diariamente, trazendo-nos até o presente através de diversas lembranças, com momentos em que tecemos frases, palavras, páginas com quem nos acompanha nos breves encontros que a vida nos propicia...
Por esta razão é que as vidas são individuais e compartilhadas ao mesmo tempo, pois nelas são trazidas as recordações que por vezes não construímos sozinhos, e é aí que muitos dos laços formados nos aproximam no mesmo instante em que parecem nos distanciar...
Só que estas distâncias não florescem repentinamente, também não são meras ilusões que se apoderam das palavras para definir encontros e desencontros, deixando-nos próximos de nós mesmos e também nos permitindo afastar de quem somos em certos momentos...
E mesmo assim ainda teremos dúvidas sobre quais palavras iremos usar para definir nossas estradas percorridas, nomear futuros horizontes que ainda não conhecemos e até mesmo tomar emprestada cada palavra que até nós foi trazida por alguém que encontramos e passamos a dividir histórias...
Também é fácil observar como cada dia é marcado como mais ou menos cheio, pois nem sempre vamos nos dar conta de que naquelas mesmas horas cabem muitas palavras que ocupam espaços únicos e que nos revelam as conexões existentes entre as histórias que já trazemos desde o nascer e o que vamos construir ao longo dos momentos seguintes...
E é assim que também passamos a ter certeza das incertezas que nos permitem navegar pelos mares da vida diariamente, encontrando em cada porto a história que precisamos escrever ao mesmo tempo em que as criamos dia após dia em uma eternidade ínfima encontrada em cada vida...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Linhas compartilhadas

Cada linha da vida faz com que inúmeros horizontes tenham sido visitados, além de nos trazer laços que tecem uma rede composta por conquistas e longas jornadas, fazendo-nos sair do mero caminhar para o viver plenamente cada instante, colocando em nossos próximos passos uma linha que nos leva adiante quando o equilíbrio nos torna mais humanos...
Em cada linha há uma infinidade de momentos, alegrias, tristezas, felicidades e incertezas, do mesmo jeito com que sempre há uma opção selecionada e que nos faz estar no presente com muitas lições guardadas na mente...
Mas também é esta infinidade que nos assombra em dados instantes, pois as possibilidades sem filtro vão nos fazer parar, fazendo com que esqueçamos quem somos, quais são os sonhos individuais e conjuntos que nos levam a dar o próximo passo, mesmo quando uma lição mais árdua se faz presente.
E assim vamos desenhando em cada linha a história que nos faz tão grandes quanto podemos, que nos apresenta os presentes que já se colocam em um passado ou despontam num próximo futuro...
Talvez por isso haja sempre uma linha contínua que não se esgota, levando-nos a ligá-la às demais durante a vida, como se fosse o tronco que sustenta galhos que florescem e frutificam quando nos colocamos num caminho que nos permite crescer e tornar as nossas histórias tão únicas e compartilhadas quanto possível...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Histórias e caminhos

Alguns caminhos da vida parecem se distanciar dos momentos que mais se destacam em memórias, quase que se tornando histórias vividas por um outro lado que possuímos e que coincidentemente é o mesmo que habita nosso quotidiano, fazendo-nos recordar das longas trajetórias percorridas que tecem o dia a dia ao qual nos habituamos a somar em nossas vidas...
Só que estes caminhos que vão se distanciando são os que mais nos aproximam de nós mesmos, pois cada lembrança é fruto de algo que semeamos há muito e tornamos a reencontrar mais adiante em uma das novas viagens a que nos dispusemos a fazer...
Mas ainda assim é visível a forma como os dias desenham os caminhos que trilhamos ao nos oferecer inúmeros horizontes a conhecer e revisitar, como forma de mostrar que não há um ponto final a cada dia, mas um mudar de linha que nos dá a chance de olhar melhor para quem somos e entender que o tecido da vida é preenchido por laços que vamos formando ao longo dos dias...
E assim mesmo temos que parar em certos momentos nos portos seguros dos laços, vamos nos deixando conectar ainda mais com quem nos traz a oportunidade de recordar, viver e criar novas lembranças mesmo sem muitas palavras trocadas, abrindo-nos um caminho novo que leva aos já conhecidos e fortalece um laço que acompanha tantas histórias que por vezes são tão distintas quanto comuns entre nós...
Além disso é necessário olhar como vamos desenhando através dos dias as palavras que nos ligam, que nos levam a deixar um caminho para trás enquanto encontramos um caminho que nos deixe melhores, permitindo um aprender que vai desembocar nos mares que nos revelam horizontes reluzentes, mesmo quando já os visitamos e ali depositamos as sementes dos laços que ligaram nossas histórias...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Em nossos presentes

Saber quantos presentes estão presentes em nossos presentes é muito mais interessante quando nos fazemos verdadeiramente presentes, algo que nos faz olhar para o próprio presente por outros ângulos, com perspectivas que acabam por nos presentear com quem nos faz sentir presentes...
Mas também é necessário entender que nem todo o presente é fruto de um tempo exclusivo, é muito mais do que meros instantes aos quais nos percebemos vivos e compartilhamos com os demais algo que se transforma num presente por trazer a cada experiência um novo tom, novas maneiras de se ligar ainda mais através dos laços que moldam o tecido dos dias...
E assim é possível entender que o presente que se encaixa dentro dos presentes é uma dádiva que pode ser guardada para si ou compartilhada, do mesmo jeito que vai nos mostrar novos caminhos que desembocam num mar de possibilidades que faz um dia já passado voltar ao presente pelas lições que nos devolvem novos presentes...
Além disso também é interessante olhar para cada um dos diversos presentes encontrados em nosso presente individual, pois somos individualidades e somas, vamos escrevendo a vida por nossas mãos ou com alguém que possa compartilhar de cada presente que nos permite ser quem nós somos individualmente e também nos dão laços que nos apresentam a multiplicidade de presentes dentro de um momento que agora se faz nosso...