quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Caminhos conjuntos

Cada vida tem um caminho que se conecta a tantos outros quanto nossa viagem nos permite, saindo de portos nos quais nos fixamos pelo tempo correto, sem que isso nos leva a não mais voltar a lugares que sempre nos recebem bem...
Mas cada caminho é feito ao se caminhar em busca de sonhos que nos colorem as realidades que se gravam em nossas histórias, fazendo de cada página um tecido que vai cruzando tantas vidas que por vezes os laços formados já não carecem mais de pontos pontuais, pois passam a ser parte da história que construímos dia após dia.
E então muitas linhas se cruzam e formam histórias que desenham as vivências individuais e compartilhadas, levando-nos a velejar por sonhos que por vezes não nos pertencem diretamente, mas que vão formando laços com nossas vidas e nos revelam horizontes que apreciamos em conjunto...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Com cada encontro

Lembranças são feitas de histórias que nos ligam, que nos permitem carregar conosco alguém que esteve presente no instante em que gravamos as memórias que nos aproximam cada vez mais, deixando os encontros futuros tão interessantes como se fossem os primeiros, mas sem apagar o que construímos quando estamos lado a lado, mesmo quando apenas em recordações...
Isso faz com que nossas vidas fiquem cada vez mais unidas, entrelaçadas e repletas de caminhos com os quais nos formamos, trazendo a cada novo encontrar um estado único e puro, abrindo perspectivas que enobrecem e engrandecem ainda mais o que temos, mas do mesmo modo revela que há muito o que compartilhar e tornar nosso...
Sem esta percepção é difícil compreender que entre nós há mais do que encontros pontuais, é possível traçar linhas que nos colocam nos rumos necessários para que tenhamos o melhor de cada um a oferecer ao outro, não como mera citação, mas como um contínuo crescer que só se encontra nas almas mais jovens...
Inseparáveis momentos acabam construídos, memórias que nos deixam mais próximos e encurtam distâncias que se fazem presentes para nos preparar para os encontros vindouros, deixando-nos aptos a ter o que compartilhar, fazendo com que nossa história valha de tal maneira que por vezes não precisamos sequer usar palavras, pois certas companhias escrevem por nossas histórias quando somos capazes de nos tornamos melhores em cada encontro...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mais do que aprender

Aprender é para poucos, pois na maior parte do tempo as pessoas não se deixam abrir para as lições que os oceanos trazem durante o velejar, assim como é preciso compreender que para aprender não é necessário errar...
Cada aprendizado da vida só é levado adiante por aqueles que estão preparados para receber, doar, absorver e deixar de lado tudo o que chega até cada um, mas conceber a simples ideia de que em certos momentos temos que deixar de lado algumas lembranças é inviável quando não se tem perspectiva de viver caminhando em frente...
E talvez seja preciso sair também dos comodismos diários que afastam os aprendizados e nos fazem congelar no tempo, deixando de aproveitar cada uma das trocas com os demais, abrindo mão de transformar os jardins conforme as estações e impedindo a nós mesmos de olhar um pouco mais adiante...
Só que mesmo assim o que parece mais fácil para muitos é um aguardar que não leva a lugar algum, como se houvesse apenas o interesse na eterna espera pelas não ocorrências, pelos não encontros e não aprendizados, criando barreiras para não precisar pensar ou sequer se perguntar sobre os rumos da vida...
Mas é assim que muitos vão desenhando pelas páginas diárias de suas vidas, é como se preferissem deixar em branco cada dia para não ter mais que se preocupar com o que passou ou até mesmo ter que criar ramificações quando algo já não está mais presente no futuro que se construiu após dado momento...
Por isso existem aqueles que carregam consigo o vazio da vida, pois não foram capazes de escrever por si próprios as suas experiências e optar por continuar uma jornada onde caminhos se cruzam para engrandecer um ao outro e fazer com que cada aprendizado valha a pena, sem que fiquem contabilizando as diferenças entre ganhos e subtrações, pois ao fazer isso acabam sempre perdendo por deixar de viver só para não acertar...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dos laços aos horizontes

Quando as memórias nos levam a encontrar novamente a nós mesmos temos a certeza de que há mais alguém que naquele instante nos acompanha, que passa a fazer parte de nossas história e nos dá a chance de reencontrar futuramente, assim como os laços que se transformam em portos seguros nos habilitam a criar raízes que não nos deixam a sós quando temos o que recordar...
Cada história que se conecta com a nossa própria dá a cada laço formado mais do que a mera amarra a qual muitos se referem, é um estímulo ao viver que nos permite vivenciar inúmeras histórias e torna o que sentimos muito mais profundo.
E assim vamos desenhando pelas histórias conforme caminhamos e gravamos em nossos laços os sentimentos que desembocam em lembranças que nos permitem sorrir em momentos inesperados...
Talvez por isso somos surpreendidos em certos dias com o que nos traz boas lembranças, que nos faz olhar para o nosso interior e ver que o recordar é um ato que floresce nos jardins que se permitem viver, e ao qual poucas pessoas se habilitam verdadeiramente...
Com isso é possível ver em cada memória que laços não nos prendem, mas nos dão sustentação quando os mares velejados parecem maiores do que o previsto, transformando-se nos portos seguros que viajam conosco através das lembranças que geram histórias e nos abrem novos horizontes...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nas frações do tempo

As frações de tempo que nos permitem formar laços desenham pela vida através dos dias em que nossas memórias nos levam às mesmas emoções que apontam para novos horizontes a trilhar juntos.
Mas mesmo assim vamos encontrar frações que se estendem por longos períodos de tempo, que nos mostram que a cada encontro nossas histórias vão se conectando cada vez mais, vão formando breves capítulos que culminam em longas horas compartilhadas...
E é aí que deixamos de viver uma história para ligar nossas almas em cada encontro, deixando que o viver daquelas frações se una às histórias de cada página através dos tempos que ainda dividiremos em comum...
Só que também é preciso olhar para cada laço e permitir que ele permaneça intacto ou que seja descartado, que fique tão vivo quanto nós mesmos ou que encontre novas histórias em outros portos, pois nem sempre teremos conosco tudo o que por nossa vida passa, mas mesmo assim manteremos as histórias presentes nos diversos presentes a que seremos agraciados...
Por isso é vital compreender que o fracionamento das histórias é feito através dos laços que pontuam nossas experiências, que vão nos mostrando jardins diferentes e também nos deixam voltar àqueles que aceitaram melhor nossas raízes...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O semear dos dias

Parar para pensar sobre quais sementes deixamos na vida dos outros é essencial à vida que fazemos por nós mesmos, indo além dos meros encontros e permitindo que hajam laços que floresçam continuamente, dando a cada jardim um pouco mais de cada um ao mesmo tempo em que as sementes ali unidas também contarão histórias que se conectam às inúmeras vividas diariamente...
E então percebemos que o florescer de cada dia é a contínua escrita das histórias que vivemos para compartilhar e até mesmo guardar apenas para nós mesmos em dados momentos, criando linhas que vão desenhando pela vida os passos que nos permitem fortalecer os laços com o que nos torna melhores...
Só que ainda assim vamos nos deparar com momentos em que certas sementes não germinarão, pois não nos foram entregues de boa vontade, tampouco vieram de solos aptos a permitir a vida de quem se permite viver e assim se assemelham mais a obstáculos do que a chances de escrever novas histórias...
Mas também é preciso que nós mesmos não sejamos distribuidores daquilo que não floresce, e aí vamos começar a notar que por vezes o fizemos, mas também é certo que se pudermos aprender mais sobre nós mesmos não iremos esvaziar as páginas de cada dia, do mesmo jeito que poderemos tomar as lições vindas de alguém ou de nossa essência para tornar o viver verdadeiramente vivo.
E isso nos faz entender melhor como os laços vão florescendo ao longo dos caminhos, como muitos jardins vão se conectando de forma tão profunda que suas sementes passam a pertencer àqueles que puderam fazer parte dos breves instantes compartilhados em uma vida que não se consome ou limita apenas a um único dia...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O tempo dos laços

Há caminhos que nos permitem encontrar laços que nos permitem trazer ao presente memórias que ficaram guardadas e nos mostram as lições que mais precisamos, do mesmo jeito com que vamos desenhando lições através dos laços que se permitem ter entrelinhas que unem histórias e vão delineando os presentes de cada dia presente, mesmo quando estamos distantes.
Mas além disso é possível olhar mais para dentro de si quando encontramos os laços durante a jornada, como se a presença de uma pessoa mostrasse que ainda há mais para escrever em conjunto, mais a compartilhar e verdadeiramente viver...
Só que isto chega a ficar submerso nos mais variados presentes do presente, nas histórias que vão sendo gravadas em cada um de nossos dias e que geram sombras no passado...
E então estas sombrar vão escondendo um pouco das histórias vividas, mas quando ainda temos a capacidade de viver não as enterramos por completo, pois nem todas são sementes de um futuro interessante e que nos mostra o que viver...
É por isso que cada dia é fundamental para entendermos o que nos fornece sementes aptas a marcar presença em nossas vidas e o que já não pode mais germinar por estar recheado de ausência de viver...
Também é necessário entender que nossas vidas são dignas de memórias quando certos laços se formaram, de um jeito único e que faz entrelaçar histórias que encontraram um momento em comum para compartilhar presentes que já se encontram em passados e fazem um futuro...