sábado, 11 de maio de 2013

Nas páginas do amadurecer

O que faz com que as páginas de cada dia sejam preenchidas vai além do que se observa, daquilo que se sente, do que se experimenta, de tudo o que se toca ou que se ouve, criando uma conexão direta entre sentidos, sentimentos, desejos e a capacidade com que cada um encontra o rumo correto para percorrer a cada amanhecer.
Mas só isso pode parecer pouco quando no fundo vamos mudando muitas das percepções, aprendendo a amadurecer, convivendo com uma alma que a cada novo sonho fica mais jovem e mais forte, sem que para isso tenhamos que abandonar os caminhos que escolhemos percorrer.
Então todas as experiências se unem ao que mais importa na vida, variando para todos e ao mesmo tempo tendo uma conexão com nosso íntimo, que traz uma essência imutável que amadurece e aprende a aproveitar cada novo segundo das linhas que são gravadas durante nossa caminhada...
Depois disso também podemos observar que muitas das nossas individualidades são encontradas ao longo dos demais jardins, como a maneira como olhamos para os céus e encontramos nas nuvens e estrelas mais palavras para gravar o que vivemos, sentimos e compartilhamos, deixando que as asas de cada sonhos nos levem além do presente com a mesma essência que nos permitiu rabiscar os céus com as pontas dos dedos.
Talvez por isso esses breves caprichos não são entendidos por aqueles que teoricamente amadureceram e se esqueceram do que é feita a vida, tendo como premissa os trilhos pelos quais se deslocam e não apreciam a paisagem ao redor por terem que voltar ao ponto de partida todos os dias...
Também é fato que nas almas mais jovens os dias não são divididos mais por horas, minutos ou segundos, pois os sonhos ultrapassam essa simples interpretação do tempo, deixando-nos preparados para percorrer as distâncias mais longas para realizá-los, transportando e deixando pelo caminho um pouco de nós e carregando um pouco dos outros...
Só que poucas pessoas se sentem à vontade para assumir que os pequenos deleites são mais valiosos, aquilo que marcou uma infância e fez chegar às idades mais avançadas sem nos proibir de viver a vida plenamente, procurando respostas e ainda admirando o mundo que nos cerca, que nos deixa mais vivos e também abre espaço para que nos sonos das noites, e também das tardes e manhãs, possamos reencontrar a razão pela qual as asas dos sonhos não se fecham ao amadurecermos com liberdade...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A vida entre os passos

Somos responsáveis pelos passos que gravamos ao longo do caminho, assim como na revoada dos sonhos aos quais nos apegamos deixamos certas sombras pelo percurso, para que tenhamos noção de que cada caminho é feito de luzes e sombras que variam de acordo com as estações, nossos sentimentos e aquilo que doamos aos demais em nossa companhia ou ausência física.
Caminhar em busca de novas histórias é algo corriqueiro, faz parte da vida de quem olha ao redor e descobre um universo praticamente infinito de possibilidades, mas ainda assim se atém à sua essência, aos sentimentos mais puros e que determinam o tamanho das impressões de cada pegada gravada no caminho de quem nos acompanha...
E então tudo fica ainda mais claro quando os dias mais chuvosos nos mostram novas sementes a germinar, outros sorrisos a brotar quando trocamos histórias, do mesmo jeito com que criamos histórias com quem está ao nosso lado e sempre nos mostra uma nova janela para se olhar...
Ainda assim é possível ter certos medos enquanto caminhamos, e isso é fruto da cautela com a qual passamos a conhecer novos mundos, outros universos que se unem aos nossos por meio das sementes que deixam raízes se entrelaçarem continuamente.
Mas então observamos que muitos dos sonhos não voam solitários, e por muitas vezes são frutos de visões em comum, de alto partilhado de coração, com os pés no chão e desenhando nas nuvens ou estrelas quais são as melhores rotas, aproveitando-se das correntes marítimas e deixando que as velas tomem para si os ventos que nos levam aos portos seguros da vida...
E aí conseguimos ter uma visão melhor e maior de quem somos, das diversas pessoas que se conectam conosco, que vão também delineando suas histórias em busca de novas experiências, que deixam seus vínculos propícios a explorar ainda mais os voos que as mentes dão quando os sonhos se fazem presentes, indo ao encontro de outras mãos que também passam a construir um pouco mais do mundo que jamais para de crescer quando a alma ainda está realmente viva.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Enquanto houver uma semente no caminho...

Nossos passos são como semente que deixamos ao longo da estrada da vida, como marcas que ao passar dos dias vão se modificando sem perder a essência, deixando-nos por muitas vezes intactos na memória de muitos, mas que em certas vezes parecemos ter ido além do horizonte que ambos contemplamos quando juntos no mesmo caminho...
Em cada semente há um pouco de quem somos, e nas diversas trocas da vida vamos delineando jardins com as sementes que nos são entregues, algumas levadas diretamente ao coração, outras ficam em memórias e um pouco florescem para que os ventos as levem para longe de nossas futuras caminhadas.
Mesmo assim ainda poderemos encontrar pétalas que recobrem nossos passos como que dizendo que em breve novos frutos virão, que com o germinar póstumo vamos novamente desenhando outros jardins em nossas mentes e sonhos.
E aí o espírito maduro e jovem toma conta das decisões que sempre tomamos, não porque sentimos preguiça em crescer, mas porque optamos por apreciar os breves instantes em que o melhor nos acontece, cativando pessoas ao nosso redor e por inúmeras vezes fazendo a simples troca de sementes para que no futuro os jardins voltem a se conectar.
Mas com cada fruto soma-se uma responsabilidade, um novo laço que se cria e nos mostra a direção a qual pertence, e quando vindo do coração já não precisamos mais nos preocupar com as raízes entrelaçadas, pois em terrenos puros e férteis surgem floradas que se somam aos ciclos contínuos de frutificação e renascimento...
Por isso vamos deixando que nossas pegadas sempre fiquem próximas das árvores que mais nos agradam e que também compartilham desta percepção até infantil, mas singela e repleta de verdade, abrindo espaço para novos sonhos, novas caminhadas e floradas como ainda não encontramos...
E com os passos seguintes sempre poderemos olhar para trás de ter a certeza do lugar em que viemos, que não há preocupação com o que encontraremos de bom, mas que também teremos desafios intensos que precisam de calma e paciência, do mesmo jeito que as sementes lentamente germinam, crescem, florescem e nos deixam os frutos mais saborosos para provar, sem egoísmo e com uma simplicidade que apenas mostra que a cada estação ficamos mais fortes se aproveitarmos as mudanças que acontecem diariamente...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Escolher sementes ao longo do caminho

Dentre todas as escolhas possíveis sempre colocamos em nossa história o que realmente fica gravado, conectando-se com cada uma das linhas escritas anteriormente, do mesmo jeito que se ligam com o que ainda virá, apontando para um caminho central que trilhamos e não desviamos quando em nossa essência existe sempre outro horizonte a se conhecer...
Mas nos dias em que nada parece se conectar é que precisamo olhar com mais calma o início de tais percepções, como forma de olhar profundamente o que não está tão evidente, que desenha ao lado da trilha principal os desvios que nos permitem conhecer novas pessoas e revisitar quem já é parte de nosso ser.
Só que ainda assim cada passo que trilha jardins novos é fruto de laços que se formam até os horizontes que percorreremos em busca de novas histórias, mas que diante destes momentos ganham cores distintas, podendo se tornar mais fortes ou então se desfazem com a mesma rapidez com que se formaram...
E ainda assim cada caminho percorrido se conecta a nós de maneira única, envolvendo cada parte, cada sentimento, cada visão, cada um dos sonhos que se desenrolam quando podemos novamente olhar para frente com o mesmo jeito das primeiras descobertas...
Mas aí também temos que olhar atentamente às raízes que vamos deixando fortalecer nossa essência, que dão novas linhas para que preenchamos com histórias que se conectam com nosso íntimo e produzem as sementes que deixamos nas outras pessoas que optam por deixar florescer ou não.
Outro ponto a ser carregado conosco vai mostrar que as sementes que trocamos na formação dos laços vão repousar nos solos que mais se adaptam às conexões que formamos, que preenchem corações quando podemos verdadeiramente viver por nós mesmos, deixando que cada sentimento seja percebido e absorvido, mesmo quando tudo ao redor parece se desconectar daquilo que semeamos anteriormente...
E então todos os passos vão nos mostrando os campos que geram os frutos que mais precisamos quando seguimos nosso caminho, indo em busca dos sonhos que servem de alimento para as decisões mais importantes e que dia após dia deixam que cada linha livre ainda recolha cada palavra do que vivemos...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Para cada instante

A quantidade de desafios para que cada um compreenda o próprio caminho se encaixa na capacidade de seguir adiante, não como mera metáfora, mas como a maneira certa para que ao final de cada página da vida tenhamos a certeza daquilo que aprendemos.
Mas em certas ocasiões nos deparamos com algo que parece não nos pertencer, pois o laço com a nossa essência só virá quando percorrermos a distância correta, algo que por vezes gera impaciência de alguém que está à nossa volta e acaba nos contaminando.
E com isso acabamos deixando de lado nosso melhor, pois passamos a seguir instruções que não estão habilitadas a gerenciar nossos passos, criando então momentos em que intempéries se apossam do nosso caminho e nem sempre nos deixam refletir sobre isso...
Só que cada linha escrita anteriormente é forte o suficiente quando encontramos ali nossas próprias palavras, frases, caligrafias, sentimentos e razões... deixando-nos mais próximos de quem não devemos nos afastar e que em certos dias acabamos esquecendo...
E se no final do dia olhamos para as memórias e entramos em conflito conosco é porque aquela pessoa de que nos afastamos deixou-se levar por certas palavras alheias, que não vieram na forma de lições, mas como um jeito de ser que não pertence ao nosso eu.
Sendo assim tudo ao redor parece mudar de repente, as paisagens que se estendem ao nosso redor são muito mais íntimas de outra pessoa, fazendo-nos refletir melhor quando voltamos a caminhar com nossos próprios passos.
Talvez por isso certas peças não se encaixem na nossa história quando alcançamos outros patamares, mas com certeza existem momentos em que nossa curiosidade se faça maior, mas se passamos a apagar as lições mais importantes da vida perdemos o nosso melhor...
Só assim tudo o que construímos pode ser estranho aos demais, mas para quem viveu cada uma das experiências é provável que nada na essência não tenha mudado, mesmo quando precisamos tomar decisões que para alguns são impensadas ou geram declarações de que as pessoas não esperam aquilo...
E aí muitos vazios só se criam quando não temos mais nada a escrever, só que se pudermos escrever até mesmo neste momento pelas linhas da vida, passamos a ganhar lições que de outra forma não chegariam até nós... e que talvez possam ter colaborado para nos mostrar exatamente quem somos neste exato instante.

domingo, 5 de maio de 2013

Enquanto se aprende com os ventos

Os melhores ventos são aqueles que sopram e nos dão a oportunidade de continuar a velejar nos mares em que observamos um horizonte distante e que quando alcançado nos oferece outra visão, fazendo-se, assim, um novo ente a nos mostrar que lições valiosas sempre permanecem em movimento, mesmo quando intactas em nossa essência...
Ventos são necessários para nos levar ao longe, mas quando ausentes no deixam desfrutar dos lugares em que estamos, fazendo um breve diálogo com as palavras que escrevemos em nossas histórias, criando uma conexão mais íntima com quem somos, ao mesmo passo em que deixa novos laços se formar...
Mas poucos aproveitam os movimentos que os ventos proporcionam, porque temem o conhecimento, porque se acham perdidos só porque o novo se apresenta diante dos olhos, mas também porque preferem suas âncoras para solidificar a própria essência em um emaranhado que não torna a percepção da mudança real.
E assim muitos seguem por caminhos que afastam dos mares, que deixam o vento muito distante, como se em terra firme não pudessem senti-lo ou notar sua ausência, evidenciando assim um estado onde praticamente tudo passa despercebido, encoberto por uma névoa que não se dissipa com o vento, apenas por puro capricho de quem se esqueceu de viver o presente.
É por isso que se os dias nos oferecem ventos vamos mais longe, mas se os mesmos se vão aproveitamos para crescer internamente, para fazer aquele trecho da vida ser marcante, encontrando pessoas que caminham conosco e até viajam com os ventos que levamos na mente quando trocamos histórias...
Assim mesmo parece difícil entender como a percepção dos ventos traz ou leva conhecimentos, pela simples razão de que em certos momentos acabamos presos em nós mesmos porque deixamos de desfrutar o que carregamos conosco ao compartilhar com mais alguém...
Mas o que precisamos entender é que para muitos pareceremos aprisionados quando na verdade temos consciência de que nossas escolhas não nos prendem, mas nos deixam seguir por um caminho que queremos, onde é possível aproveitar as experiências e até mesmo os ventos que nos ensinam a velejar para que possamos aplicar no lugar ideal as lições que aprendemos...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Com a soma e a atenção...

Cada dia é uma soma que por muitas vezes passa despercebida, saindo do foco quando nos esquecemos de cada experiência, dos momentos em que novas lembranças foram gravadas, outras linhas escritas e vários sonhos encontraram seus caminhos para chegar até nós.
Mas o que não fica tão evidente é o que preenche muitas das linhas das histórias que construímos, de um jeito sutil e ao mesmo tempo impactante quando nos damos conta de que após o primeiro passo nada mais é difícil...
E com isso vamos olhando as linhas que povoam nossas memórias com um olhar que somente hoje temos, porque vamos nos moldando ou construindo ao longo do tempo, mesmo quando para muitos o tempo parece não nos ter envelhecido.
Então os dias deixam de ser frutos de um acaso que insere breves desafios em nossas vidas, indo no caminho em que busca revelar o melhor de nossa essência, e que por vezes nós mesmos não percebemos ter...
Diante disso o que ocorre enquanto caminhamos parece reverenciar nossa história, nossos passos que são dados quando tocamos o solo para alçar voos mais altos, deixando que sonhos se multipliquem até a nossa capacidade, para então olharmos para trás e perceber, talvez pela primeira vez, que só deixamos de realizar o que não nos pertence verdadeiramente.
Só que mesmo assim teimamos em seguir por trilhas que desconhecemos só por curiosidade, seguindo passos que nos trarão de volta ao rumo principal de nossa vida, agregando outras experiências aos dias que na soma vão nos deixar mais leves se conseguirmos seguir em frente mais uma vez...
Mas para alguns tudo gira em torno de certezas, só que nossas maiores certezas são as dúvidas, que vão deixando espaço em certas linhas para que voltemos um pouco só para ter novamente aquela sensação, para desfrutarmos do nosso melhor, das melhores companhias, da entrega e do que se recebe ao poder seguir estrelas através dos mares que conectam os portos que nos dão segurança para não temer mais do que o necessário e também não abandonar o que nos permite ter prudência e atenção...